segunda-feira, 18 de abril de 2011

Auto Exclusão...

Partidos à esquerda do PS recusam encontros com a "troika"
Naturalmente que subsistem no nosso sistema político várias formações com concepções filosóficas diferentes e ideais sobre o tipo de sociedade a construir.
Lógico que tal como em todos os Países onde funcionam sistemas Democráticos há sempre os Partidos que estão no poder e os que estão na oposição.

A presença em Portugal da tal "troika" é por si só a demonstração de que os poderes instalados não foram capazes de a tempo construir uma solução, para que não estivéssemos a sofrer o vexame de nos sujeitarmos à cedência de grande parte da nossa soberania o troco do tal empréstimo que quer queiramos ou não é crucial para o funcionamento da nossa economia.
Deixando as explicações para os entendidos (e são muitos) parece-me um grave erro a não participação dos partidos à esquerda do PS nos encontros para que foram convidados.

É tempo destes partidos, se quiserem deixar de ter votações de um dígito se assumirem como partidos de pleno direito e mesmo que seja para claramente rejeitar algumas das "imposições" que inevitavelmente nos vão fazer, os seus eleitores actuais e potenciais não vão compreender a auto exclusão a que os mesmos se remetem.

A situação é suficientemente grave para que partidos como o PCP e BE apareçam aos olhos da opinião publica como partidos fora dum processo que goste-se ou  não é crucial para o nosso futuro colectivo.

12 comentários:

Rogério Pereira disse...

Esta não
Vou até fingir que não li o que acabei de ler
Até que aconteça
o seu esclarecer...

Assino-me
Um auto excluido da venda

folha seca disse...

Caro Rogério
A bloga é mesmo isto. Quem escreve o que pensa arrisca-se a algumas vezes desagradar. Li e reli o post e não retiro uma virgula.
Sabe porque é que o PCP que já teve uma votação superior a um Milhão de votos está reduzido a pouco mais de trezentos mil? A minha resposta (certa ou errada) foi a de que se auto excluiu do poder, ou seja tornou-se um partido anti-poder. Os eleitores votam em soluções de poder, salvo os que o fazem só por convicção ideológica.
Já agora gostava de conhecer a sua opinião pela participação da CGTP na reunião com a "troika"?
Abraço

Rosa dos Ventos disse...

Alguma coisa tem de ser feita para sairmos deste impasse - ora agora governo eu, ora agora governas tu ou tu mais eu!
Creio que as coligações mais alargadas seriam o ideal!
Vê-se isso em tanto país...

Isa GT disse...

O Rogério fez de conta que não leu mas aqui concordo, eles deveriam ir.
Tenho que fazer um post sobre este assunto porque tenho que ser honesta comigo própria, posso assar um coelho ;) mas não posso ser contra a minha consciência, porque só a ela respondo :)

Bjos

folha seca disse...

Caras Rosa dos Ventos e Isa.
Creio que um dos problemas da nossa sociedade foi o alheamento em geral dos Cidadãos em relação à politica. Muitos de nós deixámos para os "politicos" a condução dos destinos do País. Os resultados estão à vista.
Sente-se que muita coisa vai mudar. A mim desagrada-me que os partidos de esquerda se afastem da discussão de questões cruciais para o nosso futuro colectivo.
Havia outras soluções, mas parece que agora e no imediato já não há, derivado à degradação atingida no que toca às contas publicas.
Isto não significa que me renda e que não continue a lutar por soluções que respeitem a nossa soberania.
Abraços

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Concordo plenamente consigo, meu caro Rodrigo.O dever do PCP e do BE era exporem os seus pontos de vista perante a 2troika", sem ter medo de lhes dizer que não eram bem vindos e que havia soluções menos gravosas para o povo português. Recusar o diálogo não me parece muito democrático, por muito que compreenda as razões que lhes assistem. No entanto, quem saiu mais prejudicado foram os portugueses descontentes com a vinda do FMI que não tiveram quem fizesse chegar aos ouvidos da troika o seu descontentamento.

Pedro Coimbra disse...

Uma atitude parva, infantil e irresponsável.
Um abraço

Fê-blue bird disse...

Concordo consigo plenamente, os partidos de esquerda estão a perder uma oportunidade crucial de se afirmarem.

Bjos

Rogério Pereira disse...

Há duas posições de principio:
- a da aceitação das regras do jogo imposto pelos credores procurando mitigar os efeitos
- a da negociação como estado independente e com orgãos de soberania eleitos

A troika posiciona-se na primeira, os partidos de esquerda na 2ª. O Governo e ou o Presidente deveriam conduzir as negociações. Se a ajuda externa for desenhada com a negociação partilhada e avulsa com quem eles escolherem desresponsabilizarão todos os orgãos do Estado pelas soluções que vierem a ser impostas... Por outro lado acredito que o processo ponha mesmo em causa a independência nacional. Meio a sério, meio a brincar lhe digo: Se não me engano, Viriato não falou com o general Romano, D. Nuno com o Castelhano e D. João, quando daqui cavou, não falou com o Jenot (para só citar 3 acontecimentos de risco ou perda de soberania)

A CGTP não é uma organização politica, não vai a votos nem pode ser responsabilizada por politicas nacionais...

Não me parece que o PCP paute as suas posições por tácticas eleitorais. Talvez que o povo tenha que passar por mais esta experiência... paciência!

folha seca disse...

Caras e caros
Uma das grandes capacidades do ser humano é a sua possibilidade de argumentar defendendo até o indefensável. Tal com nas pessoas as atitudes ficam com quem as toma.
No caso concreto eu gostaria de ver os partidos citados enfrentar o "inimigo" e dizer-lhes na cara o que pensam. Viraram as costas, paciência. Vamos esperar pelo veredicto. "À esquerda também se dão tiros nos pés".
Abraços

Rogério Pereira disse...

Estou atordoado
Já não sei o que é a demacracia
E desatei aos tiros aos pés
Entretanto:
- A troika finge que ouve "democratica mente"
- Há quem se queixe de a esquerda não ir... fazer-se ouvir para o eleitorado ver

m. disse...

Inteiramente de acordo com o seu post, Rodrigo.