segunda-feira, 11 de abril de 2011

Apetece-me

Apetece-me gritar
tudo aquilo que sei que não sou capaz...
Queria deitar cá para fora
tudo aquilo que me roi
e que me traz constantemente
o pensamento ocupado,
o coração magoado
pela dor que tanto doi...
Juro que já tentei,
tentei tanto,
acabei lavada em pranto,
e cada vez mais calada,
mais fechada dentro de mim...

Por isso escrevo!

E mesmo assim não me atrevo
a dizer tudo o que sinto.
Pensarão que é cobardia,
mas só sei que dia a dia
quanto mais quero gritar,
deixar meu peito falar,
mais me calo,
mais me fecho
sem saber desabafar!...

Celia C R Santos Caleira
reprodução não autorizada

6 comentários:

Isa GT disse...

Há tanta coisa que doi e me vai corroendo que... o que me apetece... até sei, mas... o melhor é ficar calada... as paredes voltaram a ter ouvidos

Bjos

flor de jasmim disse...

Posso não conseguir dizer tudo o que sinto, mas apetece vir para a rua gritar... e dizer a mim ninguém me cala.
Beijinho

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Lembrei-me daquela canção do Zeca...

Anónimo disse...

se todos de nós ao invés de palavras ocas soltássemos os sons da nossa raiva que em breve se tornará frustração seria tudo um pouco diferente. Calou- se o povo da revolta, falam por nós vozes que não nos ouvem... belo poema.

oteudoceolhar disse...

Nunca se consegue deitar tudo num só grito cá para fora...nunca.
Por vezes gritamos mais no silêncio...
Beijo n´oteudoceolhar*

O Puma disse...

Não te cales