sábado, 21 de fevereiro de 2015

Hoje é Sábado (desabafos).

Podia ser outro dia qualquer da semana, pois quando se é atirado para a inactividade, os dias da semana a pouco vão deixando de fazer sentido. Cada dia é apenas mais um. A única diferença que no dia se altera trata-se de ainda me poder dar ao luxo de neste dia da semana me juntar a um grupo de amigos, numa colectividade popular e mandar a dieta às urtigas e comer um bom cozido à portuguesa e pôr a escrita em dia (no que é possível).

Hoje a conversa descambou para um tema pouco habitual que apontava, para a quem pertence o futuro? Aos espertos (incluindo os Chicos) ou aos inteligentes? Na verdade e tendo em conta o conjunto de intervenientes não foi muito fácil concluir o que para mim sempre foi óbvio. Não preciso de enumerar os dados que vão aparecendo quase diariamente que mostram que neste Pais os espertos (e mais os Chicos) se foram safando à grande. Uns já estão a pagar por isso, certamente outros virão a pagar. Digo eu que acredito que a justiça é lenta mas funciona (graças a Deus, digo eu que sou ateu).

Aos que vão gozando impunemente, privilégios, surripiados aos incautos (que atiraram para a miséria) gozem, gozem pois, “chegará o dia das surpresas”!


sábado, 31 de janeiro de 2015

Servir ou servirmo-nos?

Embora não me tenha apetecido muito escrever neste local nos últimos tempos, na verdade não deixei de ser um cidadão atento ao que por aqui e ali  se vai escrevendo. Na verdade tudo o que podia dizer já o foi dito e não acho que tenha jeito para dar a volta aos textos e por isso vou-me limitando a ler, aprovando ou deixando passar.

Retirado há largos anos da política activa (directa) nacional e local nunca deixei de estar atento e intervir quando para isso o meu dever de cidadania mo impõe.
Habituado desde muito cedo às referências de mulheres e homens que deram o melhor de si próprios para que um dia pudéssemos usufruir do melhor que a democracia conquistada naquela gloriosa madrugada de 25 de Abri de 1974, é sobre a política local que hoje me apetece deixar umas notas de tristeza e desalento.
Naqueles dias a seguintes em que a estrutura do estado fascista ruíam, recordo que havia que substituir a estruturas autárquicas fascistas por as que emanavam da nova ordem democrática não havia tempo para escolher entre os oferecidos mas sim escolher entre os democratas com provas dadas para preencher os lugares deixados vagos pelos serventuários do regime deposto (muitos deles em fuga). Sem qualquer pesquisa e usando só a memória, recordo infelizmente com saudade os primeiros homens (certamente que vão passar alguns) que constituíram a 1ª comissão administrativa da camara municipal da Marinha Grande. O Vareda Pedroso, o Barata, o José Bizarro (presumo quem também já o Emílio Rato) e outros que neste exercício de memória não recordo e nem este texto tem esse objectivo.
Poderia também incluir aqui, mas tornaria este post demasiado longo, os grandes autarcas que a Marinha grande conheceu, eleitos nas eleições que se seguiram.

Mas no fundo, no fundo o que me motiva a escrever estas linhas é o facto de 40 anos depois de Abril, 40 anos depois de haver eleições locais democráticas constatar que numa terra com as tradições que servem para que esta terra se afirme no panorama nacional, como um exemplo no panorama do poder local, deixou de o ser. Apesar de manter com todos os eleitos no executivo municipal, amizades criadas ao longo do tempo e em determinadas circunstancias, não posso deixar de transmitir uma sensação de tristeza e até uma certa vergonha pela actual situação que bloqueia os interesses da minha terra.

Citei alguns nomes que deram muito ao poder local, podia citar muitos outros nos tempos em que estar na política era para servir e não para se servirem. 

Nota: A foto ( retirada da net.) que uso para ilustrar este post está ligeiramente inclinada. Podia ter escolhido outra, entre muitas disponíveis, mas foi de propósito.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Fundamentalismos e outros (ismos).

Ontem dirigi-me a um novel “estabelecimento” no centro da minha terra (este tema fica para outro post).  Dado que o “mentor “ não estava presente embora a encomenda lá estivesse à minha espera e assim que me anunciei logo fui devidamente atendido. O neto do tal mentor, já o sabendo é meu homónimo. Aproveitei o facto para meter conversa com um miúdo de 7 anos coisa que correu bem, não fora o facto de um dos clientes chamar à conversa o futebol, não disfarçando o puto uma grande irritação, pois sendo adepto do (sabe-se lá porquê) Porto ainda estava bastante irritado pela derrota dos dias anteriores. Embora eu nessas coisas seja mesmo uma ave rara, lá confessei que era Sportinguista de nascimento, coisa que não me livrou de uns olhares esquisitos. Quando me despedi com um aperto de mão ao Pai tentei o mesmo com o filho, coisa não conseguida e como despedida não conseguia mais que um olhar de "desprezo". Ao inquirir o puto do porquê e não obtendo resposta lá percebi que aquela reacção era apenas pelo facto de eu não ser do Porto (ou seja adepto). Ainda tentei dar uma lição ao miúdo, mas népia, nada.

Depois de levantar e pagar a encomenda lá me dirigi ao parque de estacionamento virado para o belo parque da cerca. Enquanto fumava um cigarro não deixei de pensar naquela animosidade de uma criança de 7 anos que me olhava capaz de me “fuzilar” pelo simples facto de eu não ser adepto do seu clube. Embora inconscientemente este miúdo (certamente para gaudio de quem o levou a um clubismo exacerbado) será um dos fundamentalistas que por aí vão alimentado ódios nos campos: desportivo, religioso, político e etc…


Entretanto nem tudo é mau: Quando sair daqui vou a correr tentar marcar uma viagem de fim de Ano a Cuba, dados os recentes acontecimentos que apontam para o desejado desanuviamento nas relações Estados Unidos da América /Republica de Cuba. Há aquela chatice da greve da TAP, mas nada que não se resolva com uma viagem de automóvel até um aeroporto com ligações a Cuba, algures no Pais vizinho. 

sábado, 13 de dezembro de 2014

Recordar é viver ou sofrer?

Um copo de vidro (só isso)
Há uns tempos que uma das minhas extravagâncias semanais é ir almoçar ao clube recreativo de Casal Galego, ao Sábado onde o prato, é o tradicional cozido á Portuguesa.
Ao chegar hoje ao local e antes de perceber o que se passava logo pensei num dos ditado populares neste caso e tendo em conta o nome do Lugar “pariu a galega” ditado que ainda não percebi o real significado. Pronto, depois de voltas e mais voltas para encontrar um lugar de estacionamento, lá percebi a razão de tanta confusão. Havia um almoço de Ex- trabalhadores do Manuel Pereira Roldão que segundo apurei atingia um número superior a centena e meia.

Entre a satisfação de ver, que apesar de tudo a confraternização entre colegas duma empresa que deixou de o ser (há décadas) e uma leve mágoa (mas compreensível) por não ter sido convidado, pois também eu fui operário desta fábrica, não deixei de recordar um período da minha vida (ou seja dois) pois, foi nesta fábrica que aos 10 anos iniciei a minha actividade e depois de outras andanças aí a terminei aos 23 anos de idade. No vidro entrei em “criança” fui jovem adolescente e homem maduro (coisas que aconteciam nas varias etapas prematuramente).

Apesar de nas entradas e saídas ter encontrado vários companheiros de uma velha jornada e ser convidado a entrar no local de encontro, não o fiz talvez porque os “fantasmas” falaram mais alto. Ver dezenas e dezenas de profissionais em pleno uso das suas capacidades físicas, atirados (involuntariamente)  para a reforma antecipada, não é um bom momento. Dói, mas dói mesmo!


sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Sexta Feira à Noite.

Um brincadeira de um caricaturista amigo
Hoje é Sexta-feira estou aqui por casa literalmente ocupando o tempo fazendo umas incursões pela blogosfera e redes sociais.
Sem cair em saudosismos, em conversa online com um amigo recordei tempos daqueles que “já não voltam mais”.
De facto, durante alguns anos da minha vida a sexta-feira era o dia de jantar com os amigos e de seguida ir beber um copo e por vezes dois ou três, especialmente quando a saúde o permitia e a preocupação de conduzir não existia. Para além disso e já com uma idade pouco recomendável para descobrir vocações, lá descobri uma coisa chamada karaoke e aí fui fazendo uma "perninha".


Pronto! Tempos em que gastava acima das minhas possibilidades, né?