terça-feira, 9 de Setembro de 2014

Opções (sem desculpas)

Confesso que sou muitas vezes tentado a desistir de falar de política, não assistir a debates e a não me meter nestas “coisas”. Desculpas, tinha várias. O facto de ser um miserável falido e poder culpar tudo e todos, a desilusão provocada pelos políticos no activo no poder e na oposição e até o veredicto do meu cardiologista que me aconselha a não me meter em situações que provoquem emoções fortes.

Na verdade a política faz parte da minha vida desde que me conheço. Para quem ainda em criança é “acusado” de ser neto de um ex-presidiário e demora tempo a perceber que talvez a pessoa de que mais gostou na vida, tinha sido preso politico, porque defendeu causas justas que o levaram a passar 14 anos no carceres fascistas. Para quem com 10 anos de idade, come o pão que o diabo amassou, indo trabalhar para o forno de uma fábrica de vidros, para ajudar a melhor o miserável orçamento familiar, não pode alhear-se daquilo que se passa à sua volta, olhar para a degradação da situação económica e social do seu País.

Na verdade fui um dos simpatizantes do PS (mais assim, do que assado) que na altura própria manifestei o meu desacordo com o “oferecimento” de A. J. Seguro para a liderança do PS. Também fui manifestando o desencanto que (nunca tive )pela sua gestão do principal partido da oposição.
Também fui um dos cidadãos anónimos que dirigi umas palavras (numa noite muito dolorosa) a António Costa dando o meu modesto empurrão, usando mais ou menos a expressão de que “o PS precisa de alguém na sua liderança, que não se limite a ser um bom rapazinho”.

Tudo para dizer que se já não tinhas dúvidas de que A. Costa (dos perfilados) é o meu preferido a quem vou dar o meu voto (se me reconhecerem esse direito) para que assim seja.

domingo, 24 de Agosto de 2014

Alice - Gato Morto

Por muito que custe, vai havendo por aqui e ali quem tente fazer coisas bem feitas, na musica (mas felizmente não só). Não sendo um melómano e grande conhecedor, sou sensível ao que de bom se vai fazendo, especialmente (e no que respeita à musica) ao conteúdo do que se diz de forma cantada. Talvez os Alice me passassem ao lado, não fora o facto de ter como amigo (daqueles que o são na verdadeira acepção da palavra) o pai de um dos membros da banda (o Diogo Borges). Na verdade só comemoro os meus aniversários de cinco em cinco anos, e há quatro no ultimo que comemorei (o 55º) tive o prazer de ouvir o Diogo tocar viola com uma qualidade que augurava um futuro promissor. (recordo que alguns dos acordes, eram musica do Zeca). O pai que veio almoçar comigo um dia destes, ofereceu-me o primeiro CD do grupo, que nas calmas fui "degustando" acompanhado com as letras que numa brochura acompanhavam o respectivo. Força! "A cantar também se diz".

domingo, 10 de Agosto de 2014

"Já não há canções de amor?"

(Republicado e revisto)

Ele divorciado a viver só, há mais de 10 anos. Ela viúva há 6 também a viver só. Ele tinha uma filha ela duas. Embora vivessem na mesma terra (na altura já Cidade) e ocasionalmente se cruzassem não sabiam nada um do outro. Até que um dia num bar duma famosa discoteca ela passou e não ligou (ou seja, disfarçou). Ele com os vapores da noite (que ajudavam a desinibir) dirigiu-se à mesa, meteu conversa sentou-se e lá foi tentando perceber como era. Quando soube que estava viúva sofreu um choque porque o marido era um amigo de infância e juventude e ainda com alguns laços familiares. Ele a custo conseguiu que ela acedesse a trocarem números de telefone. Quando se despedirem (prometendo um outro encontro) já ele estava com cerca de 24 horas sem dormir e com alguns vapores há mistura, já entaramelava a voz.
Nessa madrugada ainda houve um telefonema para ver se estava tudo bem. Claro que no dia seguinte (ou no fim do dia) lá surgiu o convite para um café e a seguir uma volta até ao Sítio da Nazaré. A paixoneta dos 15/13 anos (nessa altura amadurecia-se mais depressa) acordou e claro que renasceu algo que deu num grande amor que dura há precisamente 13 anos. Mas não foi fácil. A relutância dela em encetar uma relação fazia-a avançar e recuar. Ele chegou a apagar o nº de telemóvel várias vezes (o problema é que o tinha decorado).
Cerca de 10 dias depois estando ela de férias ele tirou uma semana também. Ela grande amante de Praia, enquanto ele gosta só de ver o mar. No entanto pegou nuns velhos calções e numa toalha de banho, foi à sua procura na praia onde sabia que estava. Decidido rematou: Estou de férias mais 4 dias. Se tiver companhia vou dar uma volta sem destino ao norte, se não tiver vou passar 3 dias a Moscovo, aceitas ser a minha companhia? Ela aceitou e no dia seguinte partiram com destino ao Norte. Alojando-se num turismo de habitação em Ponte de Lima. É evidente que a noite de lua-de-mel, adiada mais de 3 décadas, aconteceu nessa noite.
A música escolhida tem a ver com um dos melhores momentos vividos naqueles dias. Com a precipitação apenas havia um CD dos Scorpions. Em determinada altura circulando por uma autovia na Galiza ambos sentiram um impulso muito forte para se beijarem. Ele enfiou o carro numa entrada para uma bomba de gasolina e beijaram-se apaixonadamente durante todo o tempo que durou esta canção.
Este post conta a estória (embora o post seja longo) abreviada de duas crianças que se apaixonaram e pelas vicissitudes da vida reencontraram-se a tempo de viver uma intensa paixão que se mantém. Também uma forma de corresponder ao desafio do querido amigo Carlos Barbosa de Oliveira em Crónicas on the Rocks. Mas também por esta estória ter começado, precisamente há 13 anos.

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

Bem-vindo ao grupo camarada Ricardo Salgado.

Bem-vindo ao grupo camarada Ricardo Salgado.

Meu caro camarada Ricardo Salgado. Há uns dias que andas nas bocas do mundo e só te chamam santo dado o teu santificado apelido. Pois é, parece que se “perderam” nos vários e tortuosos caminhos que tens percorrido, uns valentes camiões de dinheiro e por mais que tentes não consegues explicar onde param.

Embora esteja a usar um tratamento demasiado íntimo, só o faço porque apesar de nunca termos sido próximos, creio que te estão a acontecer coisas porque já passei e estou a pagar bem caro as consequências. Chegou a altura de alguém te manifestar alguma solidariedade, pois a maior parte do pagode não percebe o que é a angústia de ter contas para pagar e não ter graveto, como ainda ontem te aconteceu com aquela divida da Rioforte à PT, apesar de serem só uns trocos, comparado com o tamanho do buraco.

Pois é camarada Ricardo, este meu escrito que ainda pensei transformar em abaixo-assinado de apoio e levar as dezenas de milhares de falidos destes últimos 3 anos a assinar e tal como eu agora faço,  manifestar-te a já referida solidariedade. Claro que estas coisas são sempre complexas. Sei de certeza que não faltariam camaradas a acusar-te de que as suas falências se deveram também aos juros agiotas praticados pelo teu (e o dos outros) Banco. Também não faltaria quem te acusasse de grande parte da massa desaparecida estar bem guardada para que a essa secular família de Banqueiros e agiotas não falte nada,  a esta e às vindouras gerações.

Pronto camarada espero que te safes porque num qualquer País civilizado onde a justiça fosse igual para ricos e pobres, já estarias atrás das grades.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

E prontos (s)

Apesar do meu afastamento destas lides (como interveniente) vou lendo e aqui e ali ainda vou mandando uma boca. Na verdade isto de escrever na bloga já não é para todos, esta treta de saber andar de bicicleta nunca esquece, tem os seus quês. Lá manter o equilíbrio não é difícil, mas ao fim de 100 metros os bofes já estão à boca, digo eu que ainda no sábado passado experimentei, depois de um cozido na sede do grupo desportivo de Casal Galego e ao meio da rua voltei para trás em sentido proibido e tudo.

Acabei de ler (parcialmente) o regulamento para a chamadas eleições primárias do PS. Apeteceu-me desabafar e como quem me acompanha não está para me aturar (nesta conversa) decidi abrir o Word e desabafar para ver se sai alguma coisa publicável.

Ora bem! Segundo percebi qualquer cidadão (eleitor) que se declare simpatizante do PS e não esteja inscrito noutro partido (pode ter saído no dia anterior de outro) pode inscrever-se como eleitor nas primárias para eleger o candidato a candidato a primeiro-ministro pelo PS.
A ideia até me parece boa. Como no nosso sistema eleitoral não se elege primeiros-ministros é um bom trunfo alguém se apresentar ao eleitorado como putativo primeiro-ministro já eleito (pelo menos parcialmente).
Na verdade não posso ficar sossegado com este virar de baterias para aquilo que me parece secundário. Ou seja, o que passa a ser importante é eleger o tal “putativo” o resto são conversas. E os truques? Sim os truques. Não é por nada, mas ainda me lembro de como membro activo duma outra força partidária ajudar a “fundar” os Verdes e o extinto PRD.

Coisas que me vêm à memória.