quinta-feira, 26 de abril de 2012

Guernica, 26 de Abril de 1937


Guernica, 26 de abril de 1937. É segunda-feira, dia de mercado para os sete mil habitantes da pequena cidade basca. A vida corre com relativa normalidade até que, por volta das 16h30, os sinos da igreja começam a tocar a rebate. Não há tempo para grandes espantos.

Cinco minutos depois está um avião a sobrevoar o povoado e a lançar seis bombas explosivas e uma saraivada de granadas. Logo a seguir aparece outro avião. E depois outro. Começava o massacre e um dos episódios mais trágicos da Guerra Civil de Espanha.

No final do ataque aéreo, as esquadras de bombardeiros Heinkel 111 e Junker 52, num total de quarenta aviões, tinham lançado trinta toneladas de bombas e metralhado sem piedade homens, mulheres, crianças e até gado. A cidade estava completamente destruída. VER MAIS.

7 comentários:

Pedro Coimbra disse...

Rodrigo,
Ouvi esta mensagem hoje várias vezes na rádio, Rodrigo.
É bom para ninguém se esquecer.
Aquele abraço

Janita disse...

Rodrigo.
Esperemos que a fúria devastadora alemã não provoque, desta vez, um massacre económico de consequências desastrosas para todos nós.
A Guernica de Pablo Picasso tem ainda mais impacto vista a preto e branco, do que a cores, como a conhecia.
Um beijo.

Janita

acácia rubra disse...

Um ato inqualificável de gente qualificável (só que não escrevo a qualificação).

Beijo

Rogério Pereira disse...

Retiro do texto linkado

"Ao longo de décadas foi construída uma complexa teia desculpabilizadora, ao ponto de ainda nestes primeiros anos do século XXI permanecerem em aberto discussões infindáveis sobre se houve ou não bombardeamento, se o número de mortos ficou em pouco mais de cem ou ultrapassou os 1500, se há uma exclusiva responsabilidade dos alemães por uma ação que seria do desconhecimento de Franco, se a povoação era ou não um objetivo militar, se, por ser dia de mercado e estarem a chegar muitos refugiados da frente, estariam ali naquele dia não os habituais 5 a 7 mil habitantes mas perto de 10 mil pessoas, ou, até, porque é que os governos democráticos recuaram quando se tratou de proceder à condenação internacional do bombardeamento de uma cidade aberta."

mfc disse...

O exemplo da barbárie eternizado por Picasso nesta obra que nos impressiona a todos.

Rosa dos Ventos disse...

Recordei este horror transformado em pintura no meu FB!
Não se pode esquecer!

Abraço

Pedro Coimbra disse...

Bfds, Rodrigo.
Aquela pintura faz-me sempre estremecer!!