terça-feira, 30 de agosto de 2011

A luta Continua! (mas, nada de misturas)

Ao dar uma volta pelas notícias do dia e não só, soube que a CGTP marcou para o dia 1 De Outubro uma Jornada Nacional de protesto.


Ao dar uma volta pelos meus blogues de referência descubro no "Entre as Brumas da Memória” que um conjunto de “organizações” cujo cunho principal é o seu “Apartidarismo” ,também marcou uma série de acções de protesto para o dia 15 de Outubro.

A Primeira questão é a justeza das acções marcadas que certamente não ficarão por aqui.
Sim. Sem qualquer dúvida que é preciso mostrar a quem dirige os destinos do País que apesar da legitimidade obtida nas últimas eleições, isso não lhes dá o direito de fazerem o que querem como se Portugal lhes caísse nas mãos como se de uma herança se tratasse e toca a vender a torto e a direito o que lhes vier à gana para sustentar “ vícios” antecipadamente adquiridos.

A justeza destas acções também mais se justificam porque os nossos “governantes” querendo mostrar que são bons alunos, estão a ir muito mais depressa na destruição do já débil nível de vida de vários extractos da nossa população, do que o famigerado acordo com a Troika “obriga”.

Agora há uma questão de fundo que me preocupa. Trata-se do “pretenso” apartidarismo destas últimas organizações, porque da primeira não será necessário falar, ou será antes um complexo sobre o ter ligações implícitas ou explicitas com os Partidos existentes. Será esta a questão? Ou será a incapacidade dos actuais partidos de esquerda atraírem para as suas fileiras ou criar simpatias nesta nova geração que quer ir à luta mas não se consegue rever nas convocadas pelas organizações tradicionais?

Fico preocupado. Porque apesar de conhecer a facilidade com que as novas tecnologias permitem a comunicação, elas não permitem a organização necessária para que uma qualquer acção (tenha a expressão que tiver) tenha consequências e não passe de “folclore”. Creio que os promotores “apartidários” têm que perceber que basta um apagão no facebook para tudo ruir. Os dirigentes partidários também têm que entender que estão a perder a capacidade de atracção, quanto a mim porque se tornaram grupos fechados sem discussão e sem iniciativa. A minha preocupação prende-se com o facto de que sou dos que acredita que “a Democracia é o pior de todos sistemas à excepção de todos os outros” e sem partidos actuantes não há democracia, ou a mesma tornar-se-á demasiado débil.

6 comentários:

Rogério Pereira disse...

Não percebi nada do que escreveu. Compreendi, em segunda leitura, que concorda com a necessidade do agendado.
É o que basta.
O resto é argumento estafado.

Para encurtar passos aos seus leitores, as organizações "pretensamente apartidárias" (insinuação omitida pela Joana)listadas são:

Acampada Lisboa – Democracia Verdadeira Já 19M
Alvorada Ribatejo
Attac Portugal
Indignados Lisboa
M12M – Movimento 12 de Março
Movimento de Professores e Educadores 3R’s
Portugal Uncut
Precários Inflexíveis

folha seca disse...

Caro Rogério
É sempre um prazer receber um comentário seu.
Duas questões:
Concordo que alguns argumentos são estafados, tão estafados que já não deviam ser usados. Mas parece que ainda é necessário fazê-lo.
Quanto ao acrescento só o fez porque não foi ao link. Está lá chapado, mais a argumentação.
Abraço

PS: talvez a gente se encontre lá para Sábado.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Tenho alguma desconfiança das manifs apartidárias. Talvez resquícios da memória que me recordam outras manifs apartidárias no Chile e na Argentina, que à sombra do apartidarismo, serviam para a extrema direita agitar as massas.
Claro que não é isso que se irá passar aqui em Outubro...

heretico disse...

apartidários hoje, apolíticos amanhã...

às primeira dificuldades abatem as bandeiras ! e vão fazer a democracia na net...

mas enfim, que façam um "brilharete" nas ruas! eis o meus melhores votos...

abraços

folha seca disse...

Caros Carlos Barbosa e Herético
O apartidarismo não é nenhum defeito. Eu próprio o sou sem nenhum preconceito.
Mas aqui põe-se a questão da causa e efeito.
Será que os partidos políticos e os seus "satélites" tenham criado anti corpos ao ponto de uma série de gente, aparentemente com objectivos sérios tenha necessidade de promover acções de forma independente?
Receio que a ser isto, que com facilidade algum D. Sebastião surja do nevoeiro e assuma as rédeas de um movimento que pode ser arrastado para fins inconfessáveis. Os exemplos que o Carlos deixou devem ser estudados.
Abraços

O Puma disse...

Dia um de Outubto

todos contra a indiferença

e os tartufos