sexta-feira, 23 de março de 2012

O Voo da Fênix

Falar de cinema não é lá muito da minha lavra, mas há umas boas horas que este filme me anda na  memória, talvez porque me marcou profundamente e é o exemplo duma expressão que não sei de onde vem, mas muito usada “queimar os últimos cartuxos”

“O Voo da Fênix é um filme de aventura e acção no qual o piloto de um avião de carga e seu co-piloto são enviados à Mongólia para retirar do local uma equipe de exploração petrolífera, já que o projecto fora interrompido. Na volta, pouco após a descolagem, o avião cai no Deserto de Gobi por causa de uma tempestade de areia. Sem comunicação e com pouca água e comida, os sobreviventes resolvem construir um novo avião a partir dos destroços”.

Dada a improvisação por falta de meio técnicos e materiais a ignição era feita através do disparo de cartuchos de caçadeira cuja quantidade existente era muito limitada.
Ainda não estava tudo preparado e testado para o arranque final, são atacados por uma tribo o que faz com que as coisas se precipitem e se tente pôr o avião a trabalhar disparando os cartuxos que vão sucessivamente falhando até que em desespero se dispara o ultimo que faz o motor arrancar e assim os sobreviventes levantam voo e salvam as suas vidas.
Claro que na vida real nem sempre queimar o ultimo cartuxo é a melhor opção, mas como se tratava de um filme com o argumento previamente escrito e o final previsto, funcionou.

Mas porque raio me anda na cabeça a lembrança deste filme e a ideia que se estão a queimar os últimos cartuxos, precipitadamente?

4 comentários:

Isa GT disse...

Porque será?... porque, se calhar, se andam, mesmo, a queimar os últimos cartuxos ;)

Bjos

acácia rubra disse...

Porque será?, pergunto como a Isa.

Beijo

Rogério Pereira disse...

A ISA e a Laura foram simpáticas... A mim, reajo sem surpresa e só me admiro o que foi buscar para afirmar o que tem insistentemente afirmado. O timing da luta é definido pelo objecto pelo qual se luta: o Código do Trabalho vai ser votado na próxima semana... Reparo que meu amigo ignora (?) isso e outras coisas. Na verdade o que diz é o que se propala e se anda dizendo... O que a história contará da greve de ontem é o seu insucesso por a o UGT ter assinado o acordo e não se poder estar dos dois lados ao mesmo tempo. Mas dirá também que a base de trabalho de um país se viu reduzida à sua expressão mínima...

folha seca disse...

Caro Rogério
Já que me tem dado a honra de responder a comentários meus na sua caixa. Que me perdoem os outros comentadores, mas a si vou-lhe responder.
Durante toda a minha vida fui tomando as opções que me pareceram mais correctas. Muitas certas e outras tantas erradas. Não aderi à greve geral de ontem porque legalmente não o posso fazer. Podia ter-me baldado e dizer que fiz greve. Mas sempre assumi o que faço.
Fiz muita greve durante a minha vida, todas as que foram feitas no sector em que trabalhava e todas as gerais enquanto trabalhador por conta de outrem (e já agora ainda quando era proibido fazê-las). Não sei se o meu caro pode dizer o mesmo (recordando uma confissão sua) Aliás peço imensa desculpa mas tenho duvidas que alguma tivesse feito uma greve (a sério).
Quanto ao meu escrito, sim era isso que queria dizer. Sabe porquê? É que eu sabia (e muito mais gente) que se a manifestação de 11 de Fevereiro corresse bem, a seguir vinha a greve geral, até porque havia um novo Líder que precisava de se afirmar, foi a razão do meu escrito na altura que o meu caro comentou no mesmo estilo que hoje fez.
Já agora e como o meu caro é perito em pesquisa tente ver quando foi feita a primeira e a segunda greve geral em Portugal (depois de Abril), veja os resultados da primeira compare com a segunda e veja quantos anos depois se voltou a fazer outra. Quanto ao resto…
Abraço