segunda-feira, 19 de março de 2012

Não Seremos Pais Incógnitos


Não Seremos Pais Incógnitos
Zeca Afonso

Nao seremos pais incógnitos
Netos de filhos ignaros
Mas nestes livros avaros
Só moralizam os tolos
Quem tem farelos tem quintas
Diz o bom rei ao soldado
No tempo em que o rei Fernando
Passava por ser honrado
No tempo em que Dona Márcia
Filha de Mércia Condessa
Cantava Chácaras do tempo
Em que era madre abadessa
Também depunha o meirinho
Filho de D. Charlatao
Há que vidas os nao via
Mas sei de que filhos sao

8 comentários:

acácia rubra disse...

Das leituras possíveis deste poema, eu vou pela mais simplista.

Vale mais ser filho incógnito de um pai incógnito do que ter o nome de alguém que até é conhecido e reconhecido na 'praça da cidade' e que não soube ser filho e não sabe ser pai. Talvez a minha filha não fosse tão revoltada.

Não gosto do(s) Dia(s) de...

Beijo

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Às vezes encontro pais que mereciam que os seus filhos os ignorassem para sempre. a inversa, porém, também é verdadeira, caro Rodrigo
Aquele abraço

BlueShell disse...

No "ponto"!
Bj (tô fraquita, ainda)

Graça Sampaio disse...

Não conhecia! Que voz! Um espanto!

Rogério Pereira disse...

Há cantos que ele canta que me encantam
Há cantos que ele canta que são hinos
Há contos que ele canta que são rezas
Há cantos que ele canta que são denúncia
que são gritos,
lamentos, ao vento

heretico disse...

muito bem. muito oportuno...

abraço

Mar Arável disse...

Belíssimo

Pedro Coimbra disse...

Uma das coisas mais horrorosas que o antigamente tinha, Rodrigo.
Filho(a) de pai incógnito.
Muita gente ficou traumatizada com esse estigma.
Aquele abraço