segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Pescadinha de Rabo na Boca

Tenho acompanhado com atenção a estória da “concertação social” que hoje provavelmente, no momento em que publicar este post, já deve haver festa com direito à presença do Primeiro-ministro e tudo.

Quem conhece a minha “classe social” deverá pensar que serei um dos beneficiados, pois as medidas a sair do conclave, vão tornar o trabalho mais barato e como tal deveria estar a esfregar as mãos de contente. Puro engano! Para as grandes empresas exportadoras os benefícios são reais, pois não dependem do poder aquisitivo dos Portugueses. Para as centenas de pequenas e médias empresas que vivem e sobrevivem no mercado nacional, o que é fundamental é que o consumo não continue a decrescer.

Podem inventar medidas que reduzam o custo do trabalho que não resolvem o verdadeiro problema. Esse consiste em haver ou não trabalho para distribuir pelos actuais trabalhadores.

O resto são tretas, porque ao reduzir o poder aquisitivo dos trabalhadores do País grande parte das empresas que vivem do consumo que aqui se faz, estão inevitavelmente condenadas e com elas os empregos que ainda suportam.

E não nos podemos pôr todos a fazer pastéis de nata para exportação.

6 comentários:

Rogério Pereira disse...

Medidas concertadas? Faz bem em denunciar que o não são:

Do Conselho Económico e Social
parece que só funcional o Social mas...
Na Comissão de Concertação Social parece que só funciona a Comissão
E nesta, é só funciona a palestra. A concertação é apenas a ilusão dada, não se negoceia nada, só se assina aquilo que se combinou em sessões bilaterais... Querem mais?
Depois chegam lá e ... truz... assinam de cruz. Quem é que não vai nesta tanga? Quem é?... Isso mesmo, o Zé...

O Puma disse...

é preciso avisar toda a gente

carol disse...

Tem toda a razão! Um bom pastel de nata me saiu aquele Álvaro de uma figa!

Isa GT disse...

Cada vez conheço mais pessoas que se vão embora, sobretudo jovens qualificados... ora se os que ficam não têm dinheiro para consumir... e se ficarem os mais velhos (que até comem menos) bem podem aumentar o Iva, os impostos, as horas de trabalho... que não há natas, nem empadas, nem croquetes, nem pataniscas que salvem a economia.

Bjos

Fê-blue bird disse...

Meu amigo:

Toda a gente percebe isto, porque será que quem nos (des)governa não vê, não quer saber e está se lixando?
Custa tanto ver desmantelar a nossa economia, a nossa gente o nosso país.

beijinhos

Luís Coelho disse...

E assim vão destruindo o nosso país.
Um dia destes vendem a saldo aquilo que sobra.

Será que os políticos portugueses têm consciência de alguma coisa...???