segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Pois...

Havia aquela anedota dos dois burlões, que com cheques roubados se dirigiam a estabelecimentos onde adquiriam produtos luxuosos e os "pagavam" com os respectivos cheques.
Um dia dirigiram-se a uma ourivesaria e toca de “comprar” os produtos mais caros existentes.
Feita a conta do total, um dos “artistas” pôs-se a negociar o preço, dado o elevado valor "comprado". O ourives, dado que não era todos os dias que lhe apareciam clientes daquele gabarito, lá anui-o e fez um bom desconto, o que levou à concretização do negócio pago com um dos tais cheques roubados.

Cá fora o outro comparsa que estava aflito pelo tempo perdido na negociação, inquiriu. Porque é que perdeste tanto tempo a discutir o preço, se o cheque não vale nada?
Resposta: Ó Pá! Tu não vês que assim o homem perde menos.

Não sei bem porquê, mas ontem ao ouvir o primeiro-ministro dizer o que em parte transcrevo, lembrei-me desta anedota…

Passo Coelho ontem em Coimbra (excerto)
"Não está em causa a necessidade de proceder aos cortes" daqueles subsídios, pois não há "nenhuma outra alternativa" para "garantir externamente que Portugal atingirá o objectivo de um défice de 4,5 por cento no próximo ano".

De todo modo é possível "fazer alguma modelação", isto é, tentar "garantir que o valor mínimo a partir do qual a medida será aplicada possa ser um pouco mais elevado e se o valor a partir do qual se consumam os cortes dos dois subsídios" também possa ser alterado, explicitou o chefe do governo.

Tal "graduação" implica "contrapartidas do lado da receita, que têm de ser estudadas", insistiu.

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4 comentários:

Vento Norte disse...

É boa a estória. Podíamos ir por aí e extrapolar para a anedota do Alibaba, mas eles de anedota, nada têm. São até grandes espertalhões, aproveitando o efeito anestésico para tratar de suprimir os direitos cuja conquista nunca perdoaram ao Povo. Só que estão a ir com tal “sede ao pote” que o mais provável é haver acidente. “Tanta vez vai o cântaro à fonte…”
E a oposição, têm visto? É vê-los mais à sua firme e violentíssima atitude de ameaça abstencionista!
Continue com bom humor.
Um abraço.

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Gostei mais da história dos primeiros ladrões e por mim absolvo-os. Já o último condenava-o a prisão perpétua, com direito apenas a pão e água.

Pedro Coimbra disse...

Será que o Passos Coelho era um dos gajos da anedota?? :))
Abraço

Luís Coelho disse...

Bastaria que eles quisessem baixar o débito sem serem demagogos .
Se cada ministro e cada gestor publico descesse o seu vencimento em 10% isto baixava logo...
Porém como são todos uma cambada lá vão enganando o povo e gamando os pobres e os desvalidos destas políticas sujas....