quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Justificar o injustificável...

Para quem tem a pretensão de manter um blogue activo e mantem uma actividade profissional que embora o obrigue a manter-se ligado a um computador, mas em que o tempo se torna cada vez mais curto nem sempre é fácil “inventar” temas que atraíam os leitores que nos presenteiam com as suas visitas. Acresce que procuro minimamente estar atento ao que por este país e arredores se vai passando. E claro que isso também leva o seu tempo. Outro dos (mês azares) é que o meu despertador toca à seis da matina o que faz com que noitadas, sejam coisa rara.
Pronto estou a arranjar algumas desculpas para justificar, que muito daquilo que publico, já ser obra feita e limitar-me a fazer copy/paste e sai o post do dia.

Há uma expressão que diz mais ou menos isto: Já está tudo inventado. A questão está na forma de explicar.

Não me parece que seja verdade o que acabo de transcrever. Vemos por aí “novidades “ que seriam improváveis, até que algumas “sumidades pardas que agora assumiram um papel destacado” as trazerem a publico sob forma escrita e até (alguns verbalmente). Mais não parecem do que um chorrilho de asneiras que envergonhariam as crianças de fracas posses que na minha geração após o exame da 4ª classe, em folha de 35 linhas, iam trabalhar para as fabricas, para ajudar os fracos orçamentos familiares.

Num tempo em que as ideias novas e raras vagueiam num deserto (onde não se sabe bem onde fica), um conjunto de “intelectuais” numa espécie de campeonato de estupidez produzem teorias para justificar o injustificável que me fazem lembrar, o homem das salsichas que mandou o filho estudar economia e no fim do filho formado, aceitou os seus conselhos e faliu em três tempos.

Quer isto dizer, que tenho alguma coisa contra os nossos intelectuais? Claro que não! O que sou, é contra a estupidez militante e isto não é de agora. Pronto!

7 comentários:

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Este post assenta que nem uma luva nos membros do GT presidido pelo Duque de Paus.:-)

carol disse...

Pois é, folha seca, mas estupidez militante é o que há mais hoje em dia, especialmente no saco laranja de onde saíram muitos dos ministros e secretários de estado do atual governo.

folha seca disse...

Caro Carlos Barbosa de Oliveira
Sim assenta e foi também para aí dirigido. Mas na verdade são mais uns tantos, daí o caracter generalista. Ainda hoje li um "intelectual" bem cotado a comparar o 25 de Abril com o 1ºde Maio (caramba isto já não é burrice, é encomenda)Mas infelizmente há mais...
Abraço

Cara Carol
De facto juntei estupidez à militancia. Mas não tem nada a ver uma coisa com outra. Militância é um acto de servir uma causa partidária. Acho que na verdade há para aí demasiada gentinha a servir-se dos partidos, em causa própria. Mas olhe que não faz parte só desta série. Parece que virou moda neste século. para mal dos nossos pecados.
Abraço

Carlos Albuquerque disse...

Caro Rodrigo
Este seu post fez-me pensar!
Também eu vinha interrogando-me sobre tanta estupidez que por aí campeia.
E, sabe, cheguei à conclusão que a "estupidez" não é tanta como aparenta mas, tão só, um disfarce para se chegarem a objectivos ideologicamente programados.
Veja-se o exemplo por si apontado de um dos comentadores de serviço, comparando o 25 de Abril com o 1º Maio, adiantando que um dos feriados deve ser suprimido. Claro que o objectivo é acabarem com a celebração do Dia da Liberdade.
Repare-se no "estudo" do tal GT de que fala o Carlos Barbosa de Oliveira. Dizem os "iluminados" escolhidos pelo ministro Relvas, preto no branco, que a informação da TV pública deve voltar a ser submetida a censura prévia!
E o que tem feito o anafado secretário de estado da "cultura"...?
Não acho, de facto, que seja tudo estupidez.
Um abraço

Rogério Pereira disse...

Ia a escrever coisa de minha lavra, mas o Carlos Albuquerque disse tudo. Acho que não vale a pena repetir... De facto o esquema é:

- mandar a confusão para o ar
- se possível com patacuadas alarves
- e a seguir vir pôr aparente tempero, dentro daquilo que se queria... resulta...

Pedro Coimbra disse...

Rodrigo,
Não inventar, não ser "criativo", mas manter um espaço onde a malta se sente bem, pode discutir abertamente, trocar ideias, concordar ou discordar, sempre com educação e elevação, não será um grande triunfo?
Inventar umas teorias tontas, qualquer pessoa com um neurónio activo é capaz de fazer.
Aquele abraço e bfds

acácia rubra disse...

Todos já disseram tudo.

Assino por baixo.

Obrigada pelas palavras com que tem encorajado. Vou caminhando lentamente, mas hei de chegar...

Beijo