quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Encruzilhada

Considero-me um simples mortal com uma instrução rudimentar, mas com alguma capacidade (resultado da experiência de vida) em interpretar os fenómenos do mundo em que vivemos. Quando posto perante um problema, vou até onde for preciso (e capaz) para o tentar perceber. Não para o explicar a quem quer que seja, mas a mim próprio.

Perceber a natureza humana, o comportamento dos homens, os fenómenos da natureza é para entendidos. Perceber as razões que levaram à encruzilhada em que a humanidade se encontra, também é para entendidos e há-os com fartura, claro também há uma grande fartura de explicações, mas de tanto ouvir a gente lá vai “pescando” qualquer coisa e tirando algumas ilações.

Como em tudo na vida é muito fácil perceber as coisas do passado no momento actual, mas na verdade, em nada conseguimos alterar esse próprio passado e quer queiramos ou não a factura dos erros, nossos e dos outros, ficou por pagar. Esta é a grande questão, o diagnóstico está feito, embora com uma imensidão de versões, agora o problema está nas soluções.

Sinto que manter a minha sanidade mental intacta (se ainda estiver) começa a ser um grande problema. Na verdade, há de tudo o que é solução. Desde o apocalipse do fim do Euro, até ao fim dos estados sociais, etc… etc…
Começa a estar claro que este sistema que no fundo depende dos especuladores financeiros destrói a cada dia que passa os Países e os seus habitantes. Já não só fisicamente, retirando a milhões as hipóteses de sobrevivência, mas destruindo psicologicamente aqueles que tentam dar o seu contributo para a resolução dos problemas com que a humanidade se debate.

Mesmo que, ainda financeiramente não tenhamos sido atingidos pessoalmente e ainda possuamos meios para sobreviver sem grandes carências, na verdade estão a dar-nos cabo do natural discernimento e a manter um estado de espirito sadio.

Eu pelo menos sinto isso. Estou só?

10 comentários:

acácia rubra disse...

Não! Não está só. Eu estou consigo, ao seu lado. Preocupada mas inteira para lutar de corpo e alma.

Beijo

Rogério Pereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rogério Pereira disse...

Que se discuta
Que se discuta tudo
Nada na manga
Que se discuta tudo. Caso não,
teremos forte, muito forte, zanga


O texto a seguir é seu
Os pontos de interrogação ponho-os eu

Perceber as razões que levaram à encruzilhada em que a humanidade se encontra, também é para entendidos (?) e há-os com fartura (?), claro também há uma grande fartura de explicações (?), mas de tanto ouvir(?) a gente lá vai “pescando” qualquer coisa e tirando algumas ilações(?).

m. disse...

Não está só, Rodrigo. Acho que está até acompanhado pelos melhores, os que se importam.

Observador disse...

Não, Rodrigo.
De maneira nenhuma.

Abraço

Janita disse...

É claro que não, Rodrigo!
Somos muitos a pensar e sentir da mesma maneira, mas nem todos temos a humildade e a grandeza de o saber expressar com a sua emoção.

Gosto muito de ler os seus "bitaites" Rodrigo, mas esta sua reflexão sobre a situação aflitiva com que o mundo se debate,comoveu-me bastante.
Parabéns pelo ser humano grandioso que é.
Um abraço amigo.
Janita

BlueShell disse...

Não senhor...não és o único a sentir isso. Mas parece que estamos todos anestesiados, não sei...é estranho , realmente...mas estamos como que à espera de um milagr, passivamente...
Olha...é inexplicável!!!

Um abraço
BShell

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Rodrigamigo

É isso mesmo; é mesmo isso. Na preocupação e na ansiedade - legitimíssimas - estamos (quase) todos; na actuação é que a porca torce o rabo. Até quando? Até quando Deus quiser? Se o houvesse, Deus; e se o houvesse, quando?...

Como dizia um contínuo do DN, isto é que é uma psicoporra!...

Abç

PS - Na Travessa há uma «coisa» sobre uma faladura que um tal AF gordo fez sobre o tema Xeque-mate a Goa, Damão e Diu. Não é um convite; é apenas uma sugestão.

Pedro Coimbra disse...

Rodrigo,
Quer melhor resposta que a que foi dada por Jacques Fresco no post anterior?
Esta merda tem de acabar!!
Está tudo dito.
Aquele abraço e bfds

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Depois de assistir ao que se passou em Bruxelas e Durban fico na dúvida: ainda haverá alguém que na realidade se preocupe com as gerações futuras?
Deixamos-lhe um planeta em vias de extinção e um modelo social em retrocesso contínuo, que irão eles pensar da corja que lhes destruiu o futuro?