segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Broas de Natal

Sou do tempo em que o Subsidio de Natal não existia, tal como também não havia subsídio de férias e as férias eram de uma semana.
Claro que me refiro à profissão que exerci durante mais de 13 anos.

No entanto guardo na minha memória que havia uns tantos privilegiados que à socapa recebiam no natal um envelope a que se dava o nome de Broas de Natal. Se nalgumas empresas (normalmente pequenas) quase toda a gente recebia, noutras só tinham “direito” a elas, os chamados bons trabalhadores, dedicados e pouco refilões (e claro os lacaios).

Temo que a velocidade a que se está a voltar para trás, traga de volta este tipo de comportamentos e que a compensação anual volte a ser dada à socapa.

E para os amigos funcionários públicos, que pensam que é só a eles que lhe vão gamar os respectivos subsídios, esperem que para o ano conversamos.

6 comentários:

Rogério Pereira disse...

Bem visto e resisto a tirar uma boa broa de milho... Embora ainda se esteja numa de cada um salve-se por si, são cada vez menos os funcionários públicos que assim pensam...

Mar Arável disse...

Pois meu caro

não és velho tão só antigo

e já é tanto
se defenderes as novas conquistas
e defendes para além de ti

Abraço

carol disse...

Também sou desse tempo! O meu avô, que era tecelão numa fábrica de malhas, recebeu sempre as broas (que eram mais gordas que as dos outros porque ele era o chefe dos maquinistas...) e o meu pai, que era chefe de escritório, também recebia as broas. Quando eu comece a trabalhar também não recebia 13º mês nenhum. Nem 11º sequer! Porque professor só ganhava 10 meses por ano... Lá para 2013, se calhar, lá voltaremos a esses tempos. Se o Passitos ainda não tiver emigrado...

Com ums broas podres precisavam eles todos no toutiço!...

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Também não duvido que os subsídios de férias e Natal jamais voltarão , a não ser para alguns, Rodrigo.
E se ainda posso compreender o caso dos funcionários públicos, o dos reformados é demasiado revoltante. Só gente sem uma centelha de noção de justiça e sem nada a correr-lhe nas veias pode ser tão canalha para roubar quem andou a trabalhar e descontar durante décadas.
Abraço

Isa GT disse...

Claro que não vamos voltar às broas... daqui para a frente só se forem pedras... ou mais impostos.
Este ano, eu que nem sequer tenho subsídio de férias ou de Natal vão dividir em partes e levar o tal equivalente a como se os tivesse... portanto, daqui para a frente, eu espero tudo menos broas ;)

Bjos

Carlota Pires Dacosta disse...

E possivelmente já não irão voltar.
E nós funcionários Públicos, quer queiram, quer não, somos os mais prejudicados. Não aqueles funcionários públicos que ganham mais que 2000 euros de ordenado, os muitos que existem, que nem 700 euros recebem.
Quanto a broas de mel, gosto muito e o meu cozinheiro, faz umas deliciosas.
Beijibhos