segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

"Especulações e Especulações"

Em 28 de Abril de 2010 escrevi este post.  No "Largo das Calhandreiras" .Hoje apeteceu-me lê-lo. Sabe-se lá porquê.

Quem está na actividade económica, seja na indústria ou comercio, não pode deixar de estar atento às notícias com que somos bombardeados, no que respeita à situação económica do País, da Europa e mesmo dos restantes continentes.
Ontem foi a notícia bombástica de que uma agencia de rating, a Standadar & Poor`s (S&P) ter cortado o rating da dívida pública portuguesa. Deixando para os especialistas a análise aprofundada desta questão, não podemos deixar de ficar preocupados com as consequências que vêm aí provocadas por este facto.

No entanto creio ter que fazer um paralelo com o comportamento dos bancos que operam em Portugal, que como sabemos de Portugueses já têm muito pouco, com a excepção da CGD e não sabemos até quando.
Também os bancos em Portugal atribuem rantings aos seus clientes tendo como consequência a atribuição das taxas de juro praticadas nos empréstimos concedidos, quando o são.
Assistimos desde 2008 a um aumento dos juros (spreeds) praticados pela generalidade dos bancos, assumindo esses aumentos uma autentica prática de agiotismo, pois no momento em que as empresas mais precisavam e precisam de apoio, esse mesmo “apoio” tornou-se muito mais caro, quando não foi mesmo retirado. Quantas empresas não soçobraram por esse motivo? Quantas empresas não tiveram que reduzir drasticamente o número de postos de trabalho, para reduzir custos? Quantos investimentos programados deixaram de ser feitos? Quanto deixou de se exportar?
Poder-se-ia aceitar o argumento de que era a crise internacional e o aumento do custo do dinheiro (lá fora) argumento utilizado quando nos comunicavam o aumento das taxas, até aí praticadas. Mas ao ver os resultados apresentados pelos diversos bancos, verificamos que houve muita especulação e os bancos agiram, como os agiotas fazem em todas as crises, aproveitam-nas para melhor rentabilizar o seu negócio.

Sabemos que os especuladores internacionais desencadearam um ataque a Portugal, que certamente nos vai custar caro?
Mas como se vão comportar os nossos "especuladores" por cá?

P.S: Uma noticia que entretanto me chegou

5 comentários:

O Puma disse...

Sócrates de cócoras

faz de nós
uma carta fota do baralho

Rogério Pereira disse...

Perante o texto e a notícia
recomenda-se a visita ao Rochedo
O Carlos Barbosa de Oliveira
tem lá noticia da receita
para tão crónica maleita

Luís Coelho disse...

Boa noite
Sinto-me revoltado. Isto não pára e todos os dias a dívida é maior.
Pergunto:
Não há dinheiro, mas teimam com o TGV.
Antítese - Não reparam os antigos caminhos de ferro. Deixam-nos ao abandono.
Abriram estradas por todo o lado e agora taxam-nos por viajar nelas.

Fê-blue bird disse...

Mas o que se passa no nosso país que ninguém põe cobro a isto?
Estou farta!
Bjos

Pedro Coimbra disse...

Quer saber exactamente o que é especulação, Rodrigo?
Que tal comprar e vender a mesma casa três vezes num só dia?
Sem escrituras, sem contratos (escritos), só com promessas verbais.
Acontece por aqui.
Especulação e economia virtual no seu melhor.
Abraço