segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Frouxidão...

Parece-me que fora do arco do poder, filiais e sucursais já pouca gente tem duvida que a eleição desta maioria logo a seguir a um Presidente da Republica, que cada vez que abre a boca, sai asneira ou entra mosca, foi um terrível engano que estamos todos a pagar bastante caro. Quando digo todos, não incluo as excepções que sempre existem.

Apesar de ser apologista e defensor do respeito pela vontade do Povo expresso nas urnas sou também apologista de que quem ganha as eleições com falsas promessas e mentiras descaradas não se lhe deve permitir acabar o mandato, sob pena de que as malfeitorias sejam tantas que a regressão seja de tal ordem que pelo caminho que as coisas estão a levar não faltará muito para que nos nossos bilhetes de identidade onde actualmente consta a nossa Nacionalidade seja posto um ponto de interrogação, dada a entrega por “trocados” de grande parte dos sectores básicos da nossa economia e consequentemente da nossa soberania.

Naturalmente que para se chegar a este ponto muita coisa aconteceu. Ao longo dos tempos também por aqui fui deixando as minhas modestas opiniões e naturalmente não as vou repetir.

Mas se me preocupa a completa incompetência e dependência de quem detém os principais órgãos de soberania, mais me preocupa a frouxidão da chamada oposição.

Dos três partidos com assento parlamentar que pela lógica representam quem não se revê nesta maioria, o que vemos? Para além de intervenções parlamentares com mais ou menos acutilância, cá por fora vemos o PS a arrumar a casa, o PCP a lançar a sua força avançada e o que ela representa com as tradicionais greves e manifestações, sem qualquer inovação e o B.E, que para além do Parlamento não se vê praticamente em mais lado nenhum.

Entretanto crescem em sectores multifacetados da opinião pública, movimentos que utilizando as novas tecnologias de comunicação tomam a dianteira na denúncia de muitas das arbitrariedades e abusos que se vão conhecendo. Se isso é importante não se iludam os que pensam que as “revoluções” se fazem frente a um teclado de computador. Basta um apagão na internet e tudo não passou de fogachos.

Oposição faz-se com acções político partidárias (as outras são complementares) As esquerdas têm que deixar as suas capelinhas e discutir em conjunto como pôr termos ao descalabro que está a atirar Portugal para uma situação insustentável. Se não o fizerem também eles serão culpados e julgados pela sua inacção.


7 comentários:

Francisco Clamote disse...

Subscrevo, Rodrigo. Abraço.

L.O.L. disse...

Há muita inacção na oposição! É um facto! Será que toda a gente já baixou os braços? Dá-me a ideia que sim!:(

Graça Sampaio disse...

Muito bem! Penso exatamente o mesmo! Mas, querido amigo, enquanto o povo não vier para rua e lhes meta um forte cagaço, nada se alterará!

Rogério Pereira disse...

Não tenho réplica
sigo a secular tradição
sem qualquer inovação

Serei culpado pela inacção? Depende do juiz, né?

Sabe? é que as estratégias de ataque, sem defesa assegurada, é... uma chatice. (não rima, mas é verdade)

Pedro Coimbra disse...

Caro Amigo Rodrigo,
Sabendo nós que o PR não vai demitir o Governo, a única solução seria uma moção de censura.
Que estaria, à partida, condenada ao fracasso.
Poderia exprimir um (o)posição forte.
Nada mais do que isso.
Aquele abraço

BlueShell disse...

Pois...e essa passividade assusta-me...é um perigo!
Bj
BS

Anónimo disse...

È preciso não cair no desespero.Todas as acções de massas são importantes.Todos os movimentos de protesto são bem vindos.Todos os indignados devem revoltar-se.A altura é de unidade e de luta.E a luta era mais fácil e com maiores êxitos se o PS tivesse uma posição politica mais séria e não tivesse já a pensar nas próximas eleições e também se não tivesse tão comprometido com esta politica de desastre nacional e quizesse romper com este esdado de coisas.Portanto meus amigos não há alternativa à luta de massas e esse é o caminho,porque infelizmente não existem condições actualmente para fazer um novo 25 de Abril.Também quem lutou contra o fascismo achou a ditadura muito longa mas nem por isso as forças democraticas desistiram pese embora os sacrificios,as prisões,as torturas e as vítimas que o fascismo fez.Nada de desanimos porque o caminho é longo,mas mais tarde ou mais cedo como dizia Salvador Aleende as alamedas se abrirão por onde passará a liberdade.