segunda-feira, 5 de setembro de 2011

3 Meses depois

Faz precisamente hoje 3 meses que a correlação de forças se alterou em termos eleitorais. A direita depois de fazer eleger o seu Presidente também ganhou as eleições. Um sonho perseguido durante décadas, foi atingido. Uma Maioria, um Governo e um Presidente.
Sou dos que pensa que esta “vitória” não se deveu ao mérito da direita, mas sobretudo ao desmérito da esquerda.
Falar do passado só faz sentido se for para perceber e corrigir os erros ou encontrar desculpas e justificações para a aplicação das tais medidas ”necessárias” consoante o campo em que nos encontremos.

Pode-se questionar se em termos democráticos é correcto começar a virar a artilharia para um governo que praticamente ainda não aqueceu as cadeiras dos lugares onde se sentam os seus Ministros.
Infelizmente este é daqueles casos em que não dá tempo para o tradicional estado de graça, tal a desgraça que já se começa a sentir por um conjunto de medidas que ainda nem deu tempo para sentir na pele (na generalidade) mas que cujos efeitos já são mais que evidentes e ainda são só uma amostra.

Põe-se a questão. Será legítimo que a oposição, quer a Política-Partidária quer a das organizações sindicais, mais as desenquadradas dos sistemas tradicionais, mas que têm surgido e mostrado alguma dinâmica, deve ser tida em conta?

Apologista da intervenção política e social também fora do âmbito Partidário, no nosso sistema político terão que ser os partidos a tomar em mão “aquilo que tem que ser feito”.

Há de facto que fazer algo para travar o passo àquilo que dá pelo nome de governo mas mais se assemelha a uma comissão liquidatária. Estarão os Partidos tradicionais de esquerda em condições de o fazer? Acho que sim. Mas primeiro têm que fazer as pazes com o seu passado, assumir os erros que não estão esquecidos e sobretudo vencer o “vício” que pelos vistos ficou do “orgulhosamente sós”.
Estão programadas algumas acções de protesto. É de lamentar a divisão e que não se façam esforços para que a unidade de objectivos seja conseguida. Talvez assim se vão mantendo ocupados os profissionais destacados para ir fazendo render a fruta e aí talvez se possa dar mais força à ideia de que as receitas do passado estão dentro de prazo.

5 comentários:

carol disse...

É, de facto, uma questão complicada. Mas a esquerda tem finalmente de se deixar de complexos de boszinha e de punhos de renda e andar com as coisas para a frente! Aquele fulano que puseram lá a fazer de PM é fraquinho e, por isso, não tardav estará armado em ditadorzinho - que é a última coisa que queremos, não é?

Força!

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Terão de ser os partidos, mas também os movimentos cívicos. Todos em sintonia. Se os portugueses não se unirem agora, não vão unir-se nunca. Infelizmente, prevejo que ainda não seja desta vez. Talvez nunca, porque outro 25 de Abril não vai haver.

Isa GT disse...

Uma coisa estou convencida, isto é mesmo a comissão liquidatária, pelo mapa do Gaspar o défice no final de tantos sacrifícios será maior.
Neste pouco tempo, só vi nomeações, contratos sem concurso público, preparar as privatizações, muitos muitos impostos e... ainda vão sair mais.

Bjos

Pedro Coimbra disse...

Rodrigo,
Como sabe, não votei no PSD.
Abstive-me.
Mas não me abstenho de dizer que acho uma precipitação julgar quem, como o Rodrigo bem refere, ainda nem aqueceu o lugar.
Cadeiras que, ainda por cima, estavam com um peso bem grande.
Um abraço

Carlota Pires Dacosta disse...

As rosas saíram murchas, mas as laranjas azedaram desde a 1ª hora.

Beijo