Estava numa de contemplação do horizonte que ainda me é permitido ver e ouvia umas musicas de festas nos arredores e pensava nos últimos acontecimentos do dia, da semana e antes e antes. Quando ao longe (não tanto como isso) olho e vejo uma chaminé alta construída em tijolo de (burro) .Esta chaminé faz parte daquilo que foi outrora conhecida como a fábrica do tomate. Eu explico. Vivo, ainda me dou ao luxo de ter uma segunda habitação que se tornou na primeira , nos campos do Lis (se alguém estiver interessado está à venda)..
À volta, há centenas de hectares em pousio, até eu tenho para aí 1/4 nessas condições, que para além de uma limpeza duas vezes por ano (e pagar o regadio) mantenho um casal de cabritos (ou seja uma cabra e um dito) que vão rapando o que vai sobrando.
Pronto mas os pensamentos são lixados e lá fui magicando que um dos problemas deste País é o da falta de tomates, sim daqueles sumarentos. A gente sabe que os grandes “magazans” que por aí proliferam não têm falta disso. Mas não têm nada a ver com os tomates que por aqui e ali ainda se vão cultivando e segundo parece até em crescendo. Até conheço amigas e amigos que os vão cultivando nas varandas dos seus apartamentos. Mas isso não é nada, quanto muito dá para acompanhar uma ou outra sardinhada.
Tomates com fartura para dar e vender, em fresco, em polpa, congelados mas sempre muito sumarentos. Já imaginaram se hoje aquele dinheiro que se gastou algures no Algarve a passear de automóvel e buzinando, fosse gasto em tomates o quanto aumentaria o consumo deste produto com grandes potencialidades de cultivo nacional… se a moda pegasse talvez pedisse um subsidio para aí investir, pois porque isso de investir noutras coisas, não passa de um “regabofe.
Tomates, tomates é que são precisos!





