Mostrar mensagens com a etiqueta As Minhas Bocas. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta As Minhas Bocas. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Tomates...

Estava numa de contemplação do horizonte que ainda me é permitido ver e ouvia umas musicas de festas nos arredores e pensava nos últimos acontecimentos do dia, da semana e antes e antes. Quando ao longe (não tanto como isso) olho e vejo uma chaminé alta construída em tijolo de (burro) .Esta chaminé faz parte daquilo que foi outrora conhecida como a fábrica do tomate. Eu explico. Vivo, ainda me dou ao luxo de ter uma segunda habitação que se tornou na primeira , nos campos do Lis (se alguém estiver interessado está à venda)..

À volta, há centenas de hectares em pousio, até eu tenho para aí 1/4 nessas condições, que para além de uma limpeza duas vezes por ano (e pagar o regadio) mantenho um casal de cabritos (ou seja uma cabra e um dito) que vão rapando o que vai sobrando.

Pronto mas os pensamentos são lixados e lá fui magicando que um dos problemas deste País é o da falta de tomates, sim daqueles sumarentos. A gente sabe que os grandes “magazans” que por aí proliferam não têm falta disso. Mas não têm nada a ver com os tomates que por aqui e ali ainda se vão cultivando e segundo parece até em crescendo. Até conheço amigas e amigos que os vão cultivando nas varandas dos seus apartamentos. Mas isso não é nada, quanto muito dá para acompanhar uma ou outra sardinhada.

Tomates com fartura para dar e vender, em fresco, em polpa, congelados mas sempre muito sumarentos. Já imaginaram se hoje aquele dinheiro que se gastou algures no Algarve a passear de automóvel e buzinando, fosse gasto em tomates o quanto aumentaria o consumo deste produto com grandes potencialidades de cultivo nacional… se a moda pegasse talvez pedisse um subsidio para aí investir, pois porque isso de investir noutras coisas, não passa de um “regabofe.

Tomates, tomates é que são precisos!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

É só uma questão de fazer as contas"


Começa a ser bastante comum ouvir dizer que “já não vejo notícias”. De facto não apetece ouvir. Mas como sou dos que se recusa a fazer como a Avestruz lá vou “vendo, ouvindo e lendo”. Não, não vou escrever muito sobre este assunto, mas deixo aqui 3 links  para  quem se quiser dar à pachorra de os abrir e tirar as suas conclusões e  as quiser partilhar comigo, façam favor.
06 de Julho de 2012



27 de Julho de 2012

Recentemente todos percebemos para que é que servem as chamadas autoridades reguladoras, para quem não ficou convencido aqui está mais um exemplo.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Dias em que apetece ir para a rua Gritar!

O tempo nunca anda para trás (como pedia aquele cantor de outros tempos). No entanto sinto que nos tempos que vivemos há alguma semelhança com o período pós 25 de Abril de 1974. Na altura os meios tecnológicos eram muito escassos. Uma  policopiadora manual ou eléctrica uma resma de papel e sai um comunicado. Para não falar das rotativas que imprimiam jornais, alguns tempos depois, o offset com maior capacidade de impressão e qualidade.

Para defender uma ideia, convocar uma manifestação, contestar uma decisão eram estes os meios, mas não bastava escrevê-los e imprimi-los era necessários distribui-los. À porta das fábricas, das escolas, das repartições, dos mercados, enfim onde houvesse gente. Era preciso gente, gente militante que não só acreditasse em ideais mas que estivesse disposto dar o corpo ao manifesto (quantas vezes em terrenos pouco propícios, com os riscos inerentes).

Depois do fascismo era tudo de esquerda e todos os partidos quase sem excepção inscreviam nos seus programas a construção do Socialismo. Nos partidos esquerdistas e nos faz de conta havia uma grande disputa pela liderança ideológica. Quantos partidos (Marxistas-Leninistas-stalinistas -Maoistas -Trotskistas e mais umas istas) havia? Disputando a herança destes teóricos.

38 Anos depois qualquer um de nós, agarrado a um computador ou afim, com grande facilidade em poucos minutos difunde pela net uma ideia, certa ou errada, faz uma partilha faz criar opinião, difunde verdades ou mentiras (mesmo que involuntariamente) faz uma petição cria um manifesto, marca um congresso, recolhe apoios e cria adversários e apoiantes.

Sim. O maravilhoso mundo da Net permite uma ampla difusão de ideias, faz chegar com uma velocidade estonteante uma novidade, um escândalo ou mais uma vigarice.
Com grande velocidade passamos de uma boa para uma má disposição.

domingo, 8 de julho de 2012

Neste Domingo não há politica neste blogue.

Depois disto, o Eça não se venha queixar que está a ser pressionado ou que lhe colocaram pormenores da vida íntima na internet.

Surripiado ao Óscar Branco

quarta-feira, 13 de junho de 2012

"Desmancha Prazeres"

Com o meu pedido de desculpas àqueles que neste momento ainda gozam a vitória da nossa selecção (diga-se que por um triz) frente à Dinamarca, coisa que não deixou de me proporcionar alguma emoção dado que  ouvi durante alguns minutos o final do relato transmitido pela Antena 1, acabei por sentir uma  ou outra lágrima  soltar-se.

Não pude durante o resto do percurso que fiz, deixar de lembrar "cenas" que me levaram a afastar completamente de tudo ao que ao futebol respeita. Pois quando vejo um jovem futebolista exibir a sua bomba de quatro rodas que custou tanto como um trabalhador normal  recebeu uma vida inteira pelo seu trabalho, quantas vezes profundamente árduo, mexe profundamente comigo.
Inveja? Não! um sentimento de revolta que não é de agora.
Entretanto surripiei para aqui uma imagem que achei adequada.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Um ovo estrelado se faz favor!

Produtores de ovos em risco. Portugal pode passar de exportador a importador


O preço no consumidor, que está num dos níveis mais altos de sempre, poderá aumentar ainda mais 10% a 15%
As empresas produtoras de ovos vão ter de abater perto de 3 milhões de galinhas em Julho porque não cumprem uma directiva comunitária que obriga à existência de gaiolas melhoradas, um investimento estimado em 75 milhões de euros. Por causa disso, Portugal passará de exportador a importador. VER MAIS

Sou do tempo em que as refeições lá em casa não passavam de uma sopa e o “conduto” era um ovo estrelado ou quanto muito, uma omelete. Tempos idos mas que à velocidade em que se degradam as condições de vida de cada vez mais Portugueses, este tipo de alimentação está a voltar a uma velocidade estonteante, para não referir aqueles, que já nem uma refeição deste tipo conseguem fazer.
Entretanto parece, conforme a notícia indica que os mesmos burocratas que definiam o feitio dos pepinos e tomates, também se puseram a desenhar o tipo de “gaiolas” ideais para as galinhas e vai daí toca de obrigar a abater uns tantos milhões das ditas.
Pronto parece que vai haver um recrudescimento do mau colesterol, porque os ovos vão sofrer uma redução no prato dos Portugueses. Para não falar nas implicações que se farão certamente sentir na indústria em si mas também noutras, por exemplo na de doçaria Nacional, cuja grande parte é para exportação.
Só não sei se o célebre pastel de nata tem nos seus componentes, ovo. Afinal tem.
Nota: Naturalmente que estou de acordo que os animais de cativeiro tenham as melhores condições de vida e alojamento. Mas se olharmos para as condições de vida e alojamento de milhões e milhões de seres humanos por esse mundo fora, verificamos que provavelmente as galinhas que vão ser abatidas, estarão melhor alojadas que muitos seres humanos.