quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

E um dia calha-nos a nós.

Todos nós perante as adversidades da vida de alguém, somos capaz de lamentar e deixar umas palavras de conforto. 
Um dos dramas já vividos e nos últimos anos voltámos a viver foi e é o da emigração, uns mais velhos e outros mais novos estamos a perder parte da nossa população e consequentemente parte da força de trabalho mais ou menos qualificada. 

Quem não entende o quanto é duro, o quanto dói ver partir tanta e tanta gente que sabemos nos estar a fazer falta e cujas consequências sabemos ir pagar caro. Já escrevi sobre isso, já muito falei sobre o assunto. 
Já confortei Pais e Mães e até filhos com palavras de ocasião. Mas de facto ninguém sente uma dor da mesma forma do que o atingido. Hoje calhou-me a mim. No dia de Reis a minha princesa já está do outro lado do Atlântico, dói, dói mesmo.

8 comentários:

Francisco Clamote disse...

Abraço, Rodrigo.

Janita disse...

Apesar das novas tecnologias atenuarem as saudades com as conversas via Skipe, é muito duro suportar a ausência daqueles que amamos.
Eu entendo-o bem, Rodrigo!
A distância que me separa do meu filho é de menos de 400 Km, mas temo que um dia possa vir a ser de milhares!
Quando mais precisamos deles junto de nós é quando a vida os empurra para longe. Dói, sim, meu amigo! Muito!

Resta a sensação gratificante de saber que por cá, no nosso país, estariam perto de nós, porém sem trabalho e sem horizontes.

Desejo, de coração, que a sua princesa veja concretizarem-se todos os seus sonhos.

Um beijinho amigo.

Janita

Anónimo disse...

Quis escrever Skype, mas o Rodrigo compreende, não é?? :)

Janita

Rogerio G. V. Pereira disse...

Já por cá calhou
Uns abalaram
outros querem e não trabalham
e os que ainda o vão fazendo
(nem sempre recebendo)
têm medo
do que lhes augura o futuro

Mas Rodrigo
diga como eu digo

Mudar o mundo não custa muito, leva é tempo!

Pedro Coimbra disse...

Rodrigo,
Dou sempre o meu exemplo para contrariar esses sentimentos.
A melhor coisa que me aconteceu foi ter saído de Portugal e ter vindo para Macau.
Que seja assim também com a sua princesa, Rodrigo.
Aquele abraço!

Observador disse...

Caro Rodrigo, esta sua postagem vem numa altura em que também eu estou dorido, não porque a minha filha emigrou mas porque está sem trabalho há muito tempo.
Se achar por bem, passe pelo meu cantinho e leia.
Para a sua filhota/princesa, desejo tudo o que de melhor lhe possa acontecer.

Um abraço

Fê blue bird disse...

Sei bem o que sente meu amigo, sei bem!
Acredite que acabamos por aceitar, e quando as vemos felizes, a saudade vai-se transformando em orgulho e alegria.

Um beijinho solidário


heretico disse...

forte abraço, meu caro Rodrigo!