quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Palavras "tristemente" sábias

Que Humanidade é Esta? Se o homem não for capaz de organizar a economia mundial de forma a satisfazer as necessidades de uma humanidade que está a morrer de fome e de tudo, que humanidade é esta? Nós, que enchemos a boca com a palavra humanidade, acho que ainda não chegámos a isso, não somos seres humanos. Talvez cheguemos um dia a sê-lo, mas não somos, falta-nos mesmo muito. Temos aí o espectáculo do mundo e é uma coisa arrepiante. Vivemos ao lado de tudo o que é negativo como se não tivesse qualquer importância, a banalização do horror, a banalização da violência, da morte, sobretudo se for a morte dos outros, claro. Tanto nos faz que esteja a morrer gente em Sarajevo, e também não devemos falar desta cidade, porque o mundo é um imenso Sarajevo. E enquanto a consciência das pessoas não despertar isto continuará igual. Porque muito do que se faz, faz-se para nos manter a todos na abulia, na carência de vontade, para diminuir a nossa capacidade de intervenção cívica.

José Saramago, in 'Canarias7 (1994)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O despautério “carnavalesco” de Passos Coelho.

Um post surripiado em "A Carta a Garcia"

Creio que toda a gente já terá entendido que a decisão do 1º ministro de acabar abruptamente com a tolerância de ponto do carnaval se está revelar verdadeiramente desastrosa. Não apenas pelo conteúdo substantivo do “diktat” com que Passos Coelho eivou a decisão, mas também pelo modo como a justificou, ou seja, um estilo abundantemente subserviente e reverente aos trabalhos da troika, para além do “timing” irrealista e ignoto como a anunciou.

É que Passos Coelho tinha a obrigação de bem recordar a catástrofe em que incorreu, em 1993, o seu homólogo de então, o 1º ministro Cavaco Silva. Como é do conhecimento geral e histórico, Cavaco iniciou com decisão similar o seu inabalável declínio que terminou com a vitória socialista em Outubro de 1995, pese embora o facto de Cavaco ter tentado “corrigir o tiro” não fazendo retirar a tolerância no ano de 1994.

O que vale por dizer que Passos vai ser o principal derrotado pelo desconchavo como tratou de forma arrogante a matéria do carnaval. É que, como é bem sabido, Passos vai confrontar-se com a desobediência de milhares de autarcas, “maxime” do PSD, dos principais municípios e dos governos regionais, para além de vastos setores da economia, da banca às maiores empresas, onde vigoram contratos coletivos que inscrevem e respeitam a tradição do carnaval. Sem falar na generalidade dos diversos níveis de ensino, a que se somam hospitais e tribunais onde há muito se definiu que só o serviço urgente seria efetuado.

Ou seja, a próxima terça-feira de carnaval vai ser um dia de verdadeira paralisação nacional reforçada e o 1º ministro e respetivo séquito vão entrar na história dos “momos”, ou por outra, dos “bufões”. Óbvio que Passos Coelho se defenderá invocando a propalada “coerência” das imposições recentes dos feriados, prouvera retorquindo com o infelizmente célebre “custe o que custar”, o que, por se tratar de um bordão de linguagem do ditador espanhol Franco, aconselharia a que Passos o devesse evitar, por mera questão de bom senso e de bom gosto.
Tudo para que conste que este é o mesmo 1ºministro que vilipendiou os portugueses apodando-os de “piegas” entre outros impropérios, num registo discursivo verdadeiramente inenarrável e grosseiro, mais próprio de quem pretende amedrontar e aterrorizar os cidadãos que sofrem os sucessivos acréscimos do desemprego, o aumento da austeridade vazada em cima da austeridade, os cortes dos subsídios de férias e de Natal, a que acresce a recente baixa do produto interno bruto (PIB) e a consequente e inevitável ausência de medidas que favoreçam o crescimento económico.

Passos Coelho, a ver também pelo desgoverno e má coordenação do executivo, de que os dislates de Relvas, afrontando o Parlamento, não indiciam nada de primaveril, vai passar um mau bocado com a batalha perdida em que se transformou o despautério carnavalesco. Pode passar-lhe por cima o vagão pesado da derrota e a consequente demissão.

Osvaldo Castro

Farol do Penedo da Saudade completa 100 anos

Na quarta-feira, dia 15 de Fevereiro, o Farol do Penedo da Saudade, situado a 800 metros a Norte de S. Pedro de Moel, no distrito de Leiria, completa cem anos, motivo para a Marinha, através da Capitania do Porto da Nazaré e da Direcção de Faróis, celebrar a data com música e uma exposição.

Às 10:30 é descerrada uma placa evocativa seguindo-se um concerto pelos alunos do 2.º ano do curso profissional de Música da Escola Secundária Eng. Acácio Calazans Duarte, da Marinha Grande, que antecede a abertura da exposição “Farol Penedo da Saudade, 100 anos a colorir o mar” que estará patente até 04 de Março.
Também até 04 de Narço, o farol com uma torre de 32 metros, estará aberto para visitas entre as 14:00 e as 17:00.
Segundo dados da Marinha o farol aberto em 1912, fica situado a uma altitude de 55 metros. De Março de 1916 a Dezembro de 1919, o farol esteve apagado devido à I Grande Guerra.
“Inicialmente foi instalado um aparelho óptico de 3.ª ordem, grande modelo (500mm de distância focal), com a rotação da óptica produzida por uma máquina de relojoaria. A fonte luminosa utilizada era a incandescência pelo vapor de petróleo”, referiu fonte da Marinha à Lusa.
O farol que foi sendo actualizado tecnologicamente, foi dotado de energia eléctrica em 1947, só vindo a ser ligado à rede de distribuição pública de energia em 1980, ano em que foi iniciada também a sua automatização.
Lusa
The Lighthouse (2nd edit - trash) from Miguel Costa on Vimeo.
Um colecção de fotos digna de ser visitada link

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Pois. Hoje é dia dos namorados

Hoje é dia dos namorados. Sim a sociedade consumista em que (ainda) vivemos criou uma série de dias para comemorar e levar as pessoas a gastar dinheiro comprando umas bugigangas para se oferecerem nestes dias. Mas eu sou daqueles que acha que todos os dias, devemos amar as nossas namoradas, as nossas crianças, os nossos pais os nossos irmãos e em geral os nossos familiares bem como todos os seres humanos a quem podemos dar uma palavra ou um simples gesto de carinho.

Ao dar uma espreitadela pelos títulos dos jornais, mais percebo quanto é bom ter alguém a quem dar os bons dias, um beijo e um carinho a correr porque aqueles minutos a mais enroscado em ti vão fazer falta para cumprir horários.

Sabes enquanto escrevo este texto lembro a tristeza do estar só. Eu já estive, por opção é certo, mas apesar de tudo sempre achei que estar só, é preferível a fingir que se está acompanhado. Não tenho grande jeito para estas “lamechices” não sou muito de te dedicar posts, mas hoje tem que ser. Não te vou oferecer nada. Apenas uma canção que sei que tu gostas. Lembras-te da primeira vez que cantei Karaoke? Se recordo bem, a primeira foi a Pedra Filosofal e a segunda a ti dedicada foi a “Nini” quantas vezes ta cantei. Sim tinha 15 anos quando te vi pela primeira vez. Ambos sabemos o quanto esse olhar trocado nos marcou. A vida fez que passasse uma eternidade até nos voltarmos a encontrar e nunca mais nos largarmos. Que assim seja para sempre.
Amo-te Adélia

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Fascismo nunca Mais!

Governo alemão confirma: Berlim quer ocupar Atenas e talvez Lisboa (link)

Lembro que quando se gritava a palavra de ordem que serve de título a este post em comemorações de datas históricas (25 de Abril por exemplo) e outras acções de massas havia sectores, que criticavam a insistência neste tipo de expressão. Garantia-se até que a democracia era irreversível, dada a nossa integração na Europa Democrática.
A noticia cujo link para aqui trago não deixa grandes duvidas. Defender a Democracia e a liberdade já não é um acto de esconjurar fantasmas. Está na ordem do dia.
Agradecimentos à Helena Pato pela divulgação desta preocupante notícia.