O general sem medo from Videoteca Municipal de Lisboa on Vimeo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Soneto do Trabalho
SONETO DO TRABALHO
Das prensas dos martelos das bigornas
das foices dos arados das charruas
das alfaias dos cascos das dornas
é que nasce a canção que anda nas ruas.
Um povo não é livre em águas mornas
não se abre a liberdade com gazuas
à força do teu braço é que transformas
as fábricas e as terras que são tuas
Abre os olhos e vê. Sê vigilante
a reacção não passará diante
do teu punho fechado contra o medo.
Levanta-te meu povo. Não é tarde.
Agora é que o mar canta é que o sol arde
pois quando o povo acorda é sempre cedo.
Este poema , foi retirado do livro "Vinte anos de poesia do poeta Ary dos Santos. Na pesquisa que fiz, sei que foi musicado por Fernado Tordo por quem foi cantado e é esta a voz que tenho gravada na memória, mas parece que a primeira gravação foi feita pela Tonicha , apesar de a Simone a ter também cantado numa revista.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
Um post controverso...
Amanhã realiza-se mais uma manifestação “Nacional” convocada pela CGTP e apoiada por uma série de estruturas de maior ou menor dimensão.
Claro que estou de acordo com esta, tal como estive com outras e numa delas até participei fisicamente.
A minha dúvida é se a repetição do mesmo tipo de acções sem objectivos mais concretos e mobilizadores não cansarão os seus participantes? Sim porque há sempre os que vão a todas, mas esses são cada vez menos, até porque a lei da vida é incontornável.
Sabe-se também que alguns sectores profissionais mobilizaram-se nos últimos tempos para este tipo de acções porque pela primeira vez lhes foram à algibeira, mas duvido que muitos desses profissionais se tornem manifestantes (militantes).
Uma manifestação chamada de Nacional que tem como objectivo dizer “Não à exploração, às desigualdades e ao empobrecimento e que outra política é possível e necessária!”. Quanto a mim é demasiado fraco, embora nas entrelinhas se leiam outras coisas. Mas porque não chamar as coisas pelos nomes? Como disse o Ary dos santos num poema que tenciono publicar amanhã “o povo não é livre em águas mornas”.
Mesmo que a manifestação de amanhã seja grandiosa, na melhor das hipóteses reunirá 2% da população Portuguesa (menos que o nº de funcionários públicos e afins da grande Lisboa) e o resto dos sectores profissionais e sociais condenados às desigualdades e ao empobrecimento? Muito menos que as pessoas que querem outra política e a consideram necessária.
E no resto do País? Será que para os organizadores, Portugal é Lisboa e o resto é paisagem?
Desculpem o meu aparente cepticismo. Mas acho que para problemas novos há que encontrar formas novas de mobilização popular e apontar objectivos concretos a atingir. As receitas por muito boas que sejam, têm que ser usadas com contra peso e medida, sob pena de cansarem.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
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