sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Referendar o Mercado.

Mercado fins do século XIX (presume-se)
Mercado anos XIV do século XXI
Quando um conjunto de contrariedades nos complicam a vida é não é fácil agir em defesa dos interesses colectivos. A tendência crescente é olharmos para o umbigo e tratarmos da nossa vidinha. Fruto dos tempos e que se enquadram bem na célebre frase de Camões: “O Fraco Rei faz fraca a forte gente”.

A Marinha Grande foi elevada à categoria de Cidade em 1988 e tem um número aproximado de 30.000 habitantes. Dotado das infra-estruturas básicas tem naturalmente algumas lacunas, sendo que uma delas é a “existência” de um mercado tradicional com as condições minimamente dignas em termos higieno-sanitárias. Escrevi existência entre aspas porque na verdade até tem, mas um conjunto de situações que são muito difíceis de entender e mais ainda de explicar levaram a que estejam abandonadas (não foram sequer utilizadas) e já a entrar em degradação provocado em parte por incúria humana.

Em conversa com alguns amigos destas andanças decidimos lançar uma petição com a intenção única de relembrar uma das situações mais gritantes que se mantém por resolver. Claro e dar uma pequena contribuição para a eventual solução do problema.


A Marinha Grande tem o mercado instalado há anos em tendas. Há anos foram construídas instalações destinadas a nelas se instalar o mercado que foram abandonadas. Até hoje tem-se falado muito no mercado, sem que se tenha passado a uma fase de concretização. A construção de um mercado implica um esforço significativo por parte da câmara, sendo que a obra apenas poderá ser realizada caso sejam obtidos fundos comunitários. Até hoje não foi dada oportunidade aos munícipes de se pronunciarem sobre as alternativas, designadamente no que diz respeito ao aproveitamento das instalações que foram abandonadas ou pela opção de fazer instalações novas. A câmara já adoptou o orçamento participativo, reconhecendo a importância de dar voz aos munícipes em alguns assuntos. É o momento de permitir que os munícipes se possam pronunciar sobre o mercado. A câmara deverá submeter a questão do mercado a uma consulta popular, comprometendo-se a respeitar a decisão que vier a ser tomada. A câmara deverá permitir que os munícipes se pronunciem sobre a possibilidade de ser aproveitadas as instalações do Atrium ou se deve ser construído um mercado novo. Se concorda que devem ser consultados os munícipes sobre o futuro mercado, subscreva a petição para que possa ser remetida ao Presidente da Câmara e Presidente da Mesa da Assembleia Municipal.
Subscrever aqui

3 comentários:

luís rodrigues coelho Coelho disse...

E lentamente foram levando as nossas coisas, os nossos mercados e feiras.
Depois levaram a industria e de seguida as pescas...vêm aí muitos milhões dizia o sr Cavaco...
Não sei quem é que ficou com os milhões, nos todos ficamos mais pobres. Sem nada.
Como os milhões que vieram não os saciaram agora vendem ao desbarato o que ainda sobrou...e aos jovens mandam emigrar,pois cá já não têm lugar...
Pergunto - Mercados para quê???

luís rodrigues coelho Coelho disse...

Esqueci-me de acrescentar: - Aos que ficam e já não podem andar sobra-lhes a ordem de morrer sem esperança porque não os querem nem a Saúde os pode salvar. O sr Macedo assim entende e determina - Velhos são um problema...
Sem médicos, nem remédios transparece a ordem para matar...
A M.Luiz sorri descaradamente. O orçamento vai sobrar uma folgasinha.

Pedro Coimbra disse...

Fiquei no grupo, não fiquei, Rodrigo?
Aquele abraço e votos de boa semana