Mostrar mensagens com a etiqueta Politíca.. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Politíca.. Mostrar todas as mensagens

sábado, 23 de janeiro de 2016

Reflectindo!

Dizem-nos que hoje é dia de reflexão, dado que amanhã há eleições. Admito que haja ainda muita gente que não sabe em quem votar, mas pior que isso é ter consciência que há uma imensidão de gente que nem sequer se dá a esse trabalho, pois não se vai dar à “chatice” de isso fazer, ressalvo que uma considerável parte o não faz por falta de mobilidade física. Mas a maioria vai-se abster porque votar ou não votar lhe é indiferente. Sabemos que não é assim, mas não pretendo com esta nota, aprofundar o tema.

Há no entanto um aspecto que não sendo novo, sobressaiu nestes últimos dias da campanha da primeira volta (coisa em que acredito convictamente). O divórcio entre o povo e os políticos. Não alinho nada na ideia de que os partidos são um mal e defendo que são absolutamente necessários em qualquer regime democrático. O problema que tanto mal nos causou não foi originado pelos partidos em si, mas por uma casta que deles se foi apoderando não para servir, mas para se servir. Alguns episódios recentes mostram isso.
Os partidos e os políticos não são todos iguais, é um facto e se generalizo sei que estas coisas acontecem mais nuns do que noutros, mas não absolvo nenhum. Se alguém se sentir ofendido questione-me.

Mas reflicto (coisa para que não me falta tempo) no estado em que este País se encontra, o que o fez chegar a este estado e se nada já podemos fazer para o evitar, reflicto sobretudo no que cada uma de nós pode fazer para inverter a marcha de degradação do nosso País e dos seus habitantes.


Dado que pouco mais posso fazer, amanhã vou votar acreditando que o ”tempo novo” que precisamos depende de nós!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Treinadores de bancada…

Sabia que o meu candidato nestas presidenciais ia estar hoje na minha terra. Creio que vai participar hoje num jantar, não de campanha mas relacionado com o ensino superior. Soube que à última hora e tendo em conta um espaço de tempo não preenchido na sua agenda, se enquadrou a visita a uma empresa de moldes.
Embora quase me comprometesse a estar presente, na verdade não estava para aí virado dado que tinha passado a manhã fora e o tempo convidava a ficar em casa.
Ao ouvir pela 2ª vez o hino da campanha que repliquei no facebook, algo despoletou em mim a vontade  de deixar de ser um simples treinador de bancada, coisa em que muitos de nós nos estamos a tornar. Aí fui eu levando comigo a minha "vizinha", que tirou a foto aqui publicada.

Embora não fosse a primeira vez que estive próximo (fisicamente) de Sampaio da Nóvoa aqui, tive oportunidade de lhe dizer algumas palavras de incentivo. Claro!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Vemos, ouvimos e lemos (outra vez).

Dado que a minha terra foi hoje notícia por bons motivos ou seja vai acolher (ou já acolheu) um casal de refugiados, decidi escrever algumas palavras a este respeito.
Deixo para os especialistas o fundo da questão. Ou seja a razão desta grande leva de seres humanos a fugirem dos seus Países de origem e a procurar desesperadamente uma nova oportunidade de viverem em paz num qualquer lugar do mundo.

Não desconheço a existência de muitos (mesmo muitos) conterrâneos nossos que vivem miseravelmente, sem um lugar digno para habitar e uma alimentação condigna para si os seus. Não deixo de também temer que esta leva de refugiados possa servir de barriga de aluguer a alguns infiltrados com intuitos assassinos.

Mas será que devíamos olhar e assobiar para o lado perante esta catástrofe humanitária que só perante uma desumana insensibilidade a ela podíamos ser alheios? Não claro que não! Será que devemos abdicar de exigir que as instituições e poderes instituídos resolvam os problemas existentes em relação aos Portugueses em situações complicadas, claro que não! Será que não devemos exigir que as forças policiais, estejam atentas a eventuais infiltrações de gente com intuitos malévolos, claro que sim!

Muito podia ser dito e certamente que é um assunto que infelizmente está longe de terminado. Deixo-vos aqui uma canção “velha” mas que lamentavelmente se mantém actual
.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Contra ventos e Marés (2)

Creio que discutir a legitimidade do governo hoje (ontem) empossado já não é mais do que discutir o sexo dos anjos. Compreendo que algumas amigas e amigos bem-intencionados, possam ter algumas dúvidas, tendo em conta a tradição. Ou seja parece que o “normal” é que o partido mais votado indique o primeiro-ministro e o governo empossado passe ou não na A. Republica. Desta vez não passou e o assunto está mais que esmiuçado.
Escrevo estas linhas num dia em que toda a gente opina, não para explicar o que quer que seja, mas somente para manifestar algumas preocupações.

Tal como centenas de milhares de Portugueses (em directo ou em diferido) ouvi as intervenções do presidente da Republica (o empossante) e a do Primeiro Ministro (o empossado). Se do primeiro ressaltou a contrariedade e a ameaça de que ainda era ele que mandava, do segundo a segurança e a demonstração de que este País tem futuro.

Andando por aqui e ali chego a esta hora da noite com uma preocupação: A direita, tudo vai fazer para criar o máximo de dificuldades a uma transição normal. As esquerdas parecem-me demasiado quietas e caladas. Não estamos em tempo de ver como é. Ou estamos com a opção tomada e trabalhamos e lutamos para que tenha êxito ou a oportunidade de uma viragem à esquerda de um sonho de décadas e agora possível, pode vir a tornar-se um pesadelo.
Amigos, camaradas e companheiros, do BE, PCP e PS. Não nos distraiamos!
P.S: Naturalmente que este apelo é também dirigido aos independentes de esquerda (onde me íntegro).

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Contra ventos e Marés.

Passaram 2 anos e alguns meses. Numa noite bastante triste dirigi a palavra a António Costa pela primeira vez. Estávamos no velório de Osvaldo Castro. Pedi ao Dr. Álvaro Pereira, presidente da Camara da Marinha Grande que me apresentasse o seu colega de Lisboa. Foi pouco o que lhe disse e a resposta viria uns tempos depois. Fui certamente dos inúmeros Portugueses com alguma simpatia pelo PS que deu um pequeno empurrão para que Costa viesse a assumir a liderança do seu partido.
Na véspera do 40º aniversário de um dia que dividiu dramaticamente os Portugueses Um secretário-geral do PS é indigitado (ou indicado) Primeiro-ministro. Nestes 40 anos, isso aconteceu diversas vezes, mas nunca com um apoio claro e inequívoco duma maioria parlamentar de esquerda.

Não sou dos que pensa que está tudo resolvido. Este País foi demasiado maltratado nestes últimos 4 anos. As mazelas vão demorar o seu tempo a tratar. Muito do que se perdeu é irrecuperável, mas sou dos que pensa que contra ventos e marés, um bom timoneiro é a condição principal para chegar a bom porto. Eu acredito!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Desabafos.

Ouvi com a devida atenção as discursatas da tomada de posse do governo hoje empossado.
Talvez devesse, pelos  “azares” que me aconteceram nestes últimos quatro anos, reagir com a indiferença, com que quase metade dos portugueses (com capacidade eleitoral) fazem.
É frequente ouvir por aí manifestações do estilo, de: “não quero saber disso, são todos iguais” e por aí fora.
Talvez, porque me roubaram tudo de material que tinha, fruto do trabalho de 48 anos, não me conseguiram roubar a minha dignidade e cidadania. Nunca me calei e creio que só o farei quando perder o pio.
Naturalmente que também eu sou um “revoltado”. Também eu chamo nomes feios à cambada que conduziu centenas de milhares de Portugueses a situações completamente irreversíveis. Sim porque mesmo que se concretize uma alteração significativa no caminho a percorrer nos próximos tempos, não tenho dúvidas da irreversibilidade de muitas e muitas situações.  

Quem ouviu as discursatas de hoje e tenha um conhecimento mínimo da realidade deste País que dá pelo nome de Portugal, não pode ter deixado de sentir que não era deste mesmo País que se falava em relação aos “sucessos alcançados”. As centenas de milhares de Portugueses que partiram, as dezenas de milhares de pequenos empresários atirados para a insolvência, as dezenas de milhares de suicidas, as centenas de milhares de desempregados que aí continuam e cujas estatísticas têm sido manobradas para que percentualmente tenham descido e mais um rol de patifarias de difícil descrição que só por cegueira “ainda” convencem os incautos.


Espero que alguns sinais à vista se concretizem e que o orgulho de ser Português renasça em muitos de nós.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

É agora?

Consta que parte considerável dos incêndios que ano após ano devastam grandes áreas do nosso património florestal e agrícola têm por trás interesses económicos e outros inconfessáveis.
Para além dos pirómanos, há uma indústria que ganha (parece que muito) com a desgraça alheia e a destruição irreparável de grande arte das nossas riquezas e lança para a miséria os seus detentores que sobreviviam dos meios assim destruídos.
Como os tempos de fogos, estão temporariamente afastados certamente este tema não faz sentido ser agora referido.

Claro que a razão que me leva a escrever, não é o a da introdução. Mas o da situação política actual e algumas das novidades.
Durante quatro longos anos estivemos a ver e a sofrer as consequências duma política que dizimou grande parte dos nossos recursos humanos e materiais. Esta destruição para muitas das centenas de milhares de Portugueses é irreversível. As vidas, as empresas e famílias destruídas em geral nada as faz voltar ao ponto de partida. Fica-nos a tristeza e a revolta e àqueles que não desistiram, resta dar o seu contributo (mesmo que só opinativo) para ajudar a estancar a hemorragia a que temos estado (e ainda estamos) sujeitos.

As notícias dizem-nos que a hipótese de uma solução de esquerda, possa estar a nascer e finalmente, alguns passos começam a ser dados nesse sentido. Que assim seja e que os “bombeiros pirómanos” que durante cerca de duas décadas impediram essa solução não estejam à espera que o restolho seque para voltar a incendiar o resultado do trabalho que começa a ser feito.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Cidadania Republicana.


Chegam noticias que a candidatura cidadã Livre/tempo de avançar encerrou a recepção de candidaturas às 23,59h de ontem com 420 candidatos propostos cada um por 12 proponentes o que envolveu pelo menos 5040 cidadãos.
Numa altura em que se diz que há uma desmobilização e desinteresse pela "coisa" politica não deixa de ser um dado interessante e a carecer de uma análise séria.
Numa volta pelos candidatos, encontram-se para além de um conjunto muito diversificado de mulheres e homens jovens e outros mais velhos unidos na ideia de que "é tempo de avançar"
Desde a Ana Drago até ao José Manuel Tengarrinha, passando pelo Rui Pato. Há uma grande diversidade de gente da politica e da cidadania. Que se cuidem os que pensam que a Democracia lhes pertence por inteiro e que é refém das suas estruturas anquilosadas.

sábado, 16 de maio de 2015

Sábado à tarde (divagações).

Durante algum tempo era quase o dia em que não mandava para aqui e ali uns palpites. Era tempo em que a disponibilidade rareava. Hoje, atirado por várias razões para a inactividade vou lendo e “mastigando” tudo o que por aí se vai dizendo e depois de tudo pouco resta a acrescentar.
Recordo o tempo em que uma bobine magnética ou uma cassete nos chegava trazendo uma música, do Luís Cília, do José Mário Branco, do Zeca, do Adriano, do José Jorge Letria e de alguns outros que cantavam coisas que nos proibiam de ouvir mas que e por esse facto a apetência era ainda maior e a nossa irreverência de jovens ávidos de fazer couro com as palavras cantadas que à “surraipa” bebíamos e cujos meios de gravação e reprodução eram tão retrógrados que para além de ter que perscrutar as entrelinhas ainda tínhamos que repetir a audição para receber a mensagem no seu todo, isso “receber a mensagem”.

Recuso-me a fazer comparações entre a minha juventude e a actual. As perspectivas de vida de uma e de outra têm diferenças abismais. Se no primeiro caso havia uma sociedade a virar do avesso, no segundo, parte disso foi sendo feito. Se no primeiro caso frequentar e concluir o simples ensino secundário era uma raridade, no segundo não frequentar o universitário foi-se transformando na excepção.

Ainda recordo a avidez com que terminei a minha quarta classe (guardo o diploma) condição indispensável para poder trabalhar na abundante oferta de empregos na indústria vidreira onde ingressei aos 10 anos. Estranho, mas era encarado com a maior das normalidades.

Bem, este tema tem “pano para mangas” (que saudades do João Gobern) mas como tudo o que escrevi nesta tentativa de post foi inspirada numa notícia que me levou a ouvir uma canção, fico por aqui deixando os respectivos links, coisas de um Sábado à tarde.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Todos por si e nada pelos outros.

Li durante a manhã em qualquer lado que as próximas legislativas vão ter um número recorde de partidos concorrentes, parece que se prevêem 24. Não tenho nada contra, a democracia isso permite. No entanto preocupo-me com o resultado de toda esta caldeirada e sobretudo com a forma como se escolhem os candidatos a deputados. Convidado acabei por entrar num processo em que os candidatos não são escolhidos por uma qualquer cúpula instalada, mas por um processo inovador e ao que julgo único relativo às próximas eleições.

Algumas notas: ainda sobre esta divisão. Julgo que grande parte dos partidos (ou forças que se juntaram) são tendencialmente de esquerda. Ao contrário da direita ultraliberal que soube juntar os trapinhos (mesmo com algumas estaladas no percurso) a esquerda está aí orgulhosamente só, arrumada nos seus coitos e incapaz de qualquer cedência ao serviço de um povo que tanto precisa de um governo que ponha termo ao esbulho de que tem sido vitima e que pelos vistos corre o risco de assim continuar. Poder-me-ão chamar pessimista e derrotista, chamem à vontade porque é esse o meu estado de espírito. Tenho no entanto alguma esperança de que face à ameaça e indícios reais, façam tocar algumas campainhas e acordar alguns líderes partidários, abrindo os olhos para a realidade.

sexta-feira, 24 de abril de 2015

De um dia para outro.

Há 41 anos exactamente neste dia e a esta hora (embora se sentisse um leve cheiro no ar) era quase impossível imaginar que estávamos na véspera de um dos acontecimentos mais marcantes do século XX. Era um jovem operário vidreiro com 19 anos. A única perspectiva de vida existente, era a de ir daí a algum tempo ir para a tropa e mais que certo ser enviado como carne para canhão para uma das “províncias ultramarinas” combater numa guerra que sabia ser injusta e sem sentido. A outra (em preparação) era dar o salto para França não por cobardia mas por convicção. Enquanto por cá andasse ia dando o meu modesto contributo no combate ao regime fascista que nos oprimia.
Mas de um dia para o outro tudo se alterou. As dúvidas iniciais foram sendo esclarecidas o povo da grande Lisboa veio para a rua em apoio dos corajosos militares e rapidamente aqui chegavam ecos de que desta vez era a sério. O regime fascista foi derrubado.

Hoje 41 anos depois sabemos que nem tudo correu bem. Mais do que historiar, sou dos que me interrogo dos porquês. Estamos longe da grande capacidade de mobilização popular vista nesses tempos. A classe política actual é olhada com desconfiança. Muitas das conquistas de então vão sendo roubadas. Portugal de Abril já não é o País em construção a que muitos de nós aderimos entusiasticamente.

Que neste Abril saibamos erguer bem alto os nossos sonhos e continuar a transmitir aos mais jovens que só com a luta e a participação cívica é possível inverter o caminho e voltar a ter o direito ao sonho.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Fundamentalismos e outros (ismos).

Ontem dirigi-me a um novel “estabelecimento” no centro da minha terra (este tema fica para outro post).  Dado que o “mentor “ não estava presente embora a encomenda lá estivesse à minha espera e assim que me anunciei logo fui devidamente atendido. O neto do tal mentor, já o sabendo é meu homónimo. Aproveitei o facto para meter conversa com um miúdo de 7 anos coisa que correu bem, não fora o facto de um dos clientes chamar à conversa o futebol, não disfarçando o puto uma grande irritação, pois sendo adepto do (sabe-se lá porquê) Porto ainda estava bastante irritado pela derrota dos dias anteriores. Embora eu nessas coisas seja mesmo uma ave rara, lá confessei que era Sportinguista de nascimento, coisa que não me livrou de uns olhares esquisitos. Quando me despedi com um aperto de mão ao Pai tentei o mesmo com o filho, coisa não conseguida e como despedida não conseguia mais que um olhar de "desprezo". Ao inquirir o puto do porquê e não obtendo resposta lá percebi que aquela reacção era apenas pelo facto de eu não ser do Porto (ou seja adepto). Ainda tentei dar uma lição ao miúdo, mas népia, nada.

Depois de levantar e pagar a encomenda lá me dirigi ao parque de estacionamento virado para o belo parque da cerca. Enquanto fumava um cigarro não deixei de pensar naquela animosidade de uma criança de 7 anos que me olhava capaz de me “fuzilar” pelo simples facto de eu não ser adepto do seu clube. Embora inconscientemente este miúdo (certamente para gaudio de quem o levou a um clubismo exacerbado) será um dos fundamentalistas que por aí vão alimentado ódios nos campos: desportivo, religioso, político e etc…


Entretanto nem tudo é mau: Quando sair daqui vou a correr tentar marcar uma viagem de fim de Ano a Cuba, dados os recentes acontecimentos que apontam para o desejado desanuviamento nas relações Estados Unidos da América /Republica de Cuba. Há aquela chatice da greve da TAP, mas nada que não se resolva com uma viagem de automóvel até um aeroporto com ligações a Cuba, algures no Pais vizinho. 

sábado, 11 de outubro de 2014

Blogosfera, redes sociais, opiniões e opções (ou ir empatando).

Numa altura em que se discute e se opina sobre a importância das diversas plataformas de discussão e difusão de opiniões, nada como umas boas conversas sobre a realidade com amigos daqueles que se mantêm como tal, independentemente dos caminhos que cada um tomou ao longo da vida.

Tenho a sorte de no mundo real e mais tarde no virtual ir mandando uns bitaites sobre o que penso. Ressalvo sempre que nem sempre penso certo. Mas penso.
Vivemos uma fase da nossa vida colectiva em que as coisas não atam nem desatam (aliás cada vez estão é mais desatadas) e a cada um de nós, resta deixar para os outros a resolução, ou fazermos parte dela. Percebo perfeitamente todos os que acham “que não vale a pena” que são todos iguais”, “que todos querem é tacho” e mais um conjunto de desculpas (digo eu) para deixarmos para os outros a decisão daquilo "que a todos nós diz respeito".

Andante por estes caminhos (da bloga e do face) e no último ano com tempo de sobra, lá vou lendo (sem subestimar outros meios) por aqui e ali opiniões, sugestões provenientes de franco-atiradores (como é o meu caso) mas também de repetidores de opiniões e orientações como são cada vez mais. 
Embora sendo um modesto franco – atirador nestas andanças que já têm algum tempo e não querendo copiar qualquer estilo, fico quieto e calado quando a motivação não surge limitado a ler e mandar uma boca aqui e ali quando acho oportuno. Sempre foi assim e assim será.

Manter um blog, uma página de uma qualquer rede social, a participação “por empreitada” em posts de outrem para difundir (mesmo que sub-repticiamente) conceitos programáticos encobertos com links que nos dirigem para páginas de alguém que diga (ou tenha dito) coisas que não nos atrevamos a dizer não faz o meu estilo. Naturalmente que recorrer a quem sabe dizer melhor que nós, para mim não é “pecado” e quantas vezes a isso, recorro.

Vivemos num País que chegou a uma situação que a muitos de nós Já conduziu a uma situação muito complicada e sem retorno. Mas isso faz com que nos mobilizemos no apoio de soluções que rapidamente conduzam à saída do pântano (e desta vez a sério) a que nos deixámos conduzir (sim deixámos). Como disse no meu post anterior: se “já não formos os beneficiários, pensemos nas gerações que nos precedem.”.

Utilizar estes meios para esgrimir contra “os moinhos de vento do passado que nos atormenta ”pode ir aliviando algumas consciências” mas não resolve, mesmo nada.


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dez dias que abalaram e abanaram.

Agarrado às más noticias que nos vão chegando de todos os lados e por diversas vias acabamos por involuntariamente nos ir acomodando, olhando para o nosso umbigo e ir perdendo a esperança de que algo possamos fazer para alterar o estado das coisas e se já não formos os beneficiários, pensemos nas gerações que nos precedem.

Este texto a que darei o destino de post é escrito a uma hora a que habitualmente já não ando por aqui. Pouco adepto da televisão mesmo com a imensidade de programas que vou tendo à disposição, vou andando por aqui “vendo, ouvindo e lendo” .
Não me sentindo com capacidade para emitir opiniões acerca da situação internacional (o que não significa que não a tenha) limito-me a deixar algumas ideias que me parece, terem alterado os estado das coisas no nosso País.

Há dez dias trás todos nós barafustávamos sobre o estado das coisas em termos sociais, no emprego, na saúde nas finanças, na educação e numa enormidade de problemas que afectavam a nossa sociedade. Dez dias depois nenhum destes problemas foi atenuado e antes pelo contrário, creio que todos se agravaram.

Mas algo mudou. A pior coisa que pode acontecer numa sociedade democrática é que os seus cidadãos sintam os problemas e nada, mesmo nada os mobilize para a sua solução.
Parece-me que neste últimos dez dias aconteceram coisas que a não resolverem nada no imediato apontam pelo menos para um retomar da esperança de que a desgraçada situação em que nos encontramos, não é nenhuma fatalidade e tem solução apesar das cicatrizes que deixa e que em muitos casos, ficarão para sempre à vista.

Na verdade não deixo aqui nada em concreto. Mas é de propósito!

terça-feira, 15 de julho de 2014

E prontos (s)

Apesar do meu afastamento destas lides (como interveniente) vou lendo e aqui e ali ainda vou mandando uma boca. Na verdade isto de escrever na bloga já não é para todos, esta treta de saber andar de bicicleta nunca esquece, tem os seus quês. Lá manter o equilíbrio não é difícil, mas ao fim de 100 metros os bofes já estão à boca, digo eu que ainda no sábado passado experimentei, depois de um cozido na sede do grupo desportivo de Casal Galego e ao meio da rua voltei para trás em sentido proibido e tudo.

Acabei de ler (parcialmente) o regulamento para a chamadas eleições primárias do PS. Apeteceu-me desabafar e como quem me acompanha não está para me aturar (nesta conversa) decidi abrir o Word e desabafar para ver se sai alguma coisa publicável.

Ora bem! Segundo percebi qualquer cidadão (eleitor) que se declare simpatizante do PS e não esteja inscrito noutro partido (pode ter saído no dia anterior de outro) pode inscrever-se como eleitor nas primárias para eleger o candidato a candidato a primeiro-ministro pelo PS.
A ideia até me parece boa. Como no nosso sistema eleitoral não se elege primeiros-ministros é um bom trunfo alguém se apresentar ao eleitorado como putativo primeiro-ministro já eleito (pelo menos parcialmente).
Na verdade não posso ficar sossegado com este virar de baterias para aquilo que me parece secundário. Ou seja, o que passa a ser importante é eleger o tal “putativo” o resto são conversas. E os truques? Sim os truques. Não é por nada, mas ainda me lembro de como membro activo duma outra força partidária ajudar a “fundar” os Verdes e o extinto PRD.

Coisas que me vêm à memória.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Nem “coiso” nem sai de cima.

Tenho uma concepção (demasiado idealista para os tempos que correm) que ser político é um acto de servir e não para se servir.
Falo disto à vontade porque eu próprio já fui político e até o fui em termos profissionais, rejeitando sempre a ideia de fazer da política profissão, mesmo que pelas bandas por onde andei o termo fosse o de “revolucionário profissional”. Claro que no meu caso saí pelo meu pé quando achei que era a altura e tentei voltar à minha anterior profissão, o que não consegui porque a mesma caminhava para a extinção. Claro que tive que me fazer à vida e aprender outra.

Como penso que qualquer solução politica para o nosso País, passa em primeiro plano pelo PS, acompanho com atenção o que se vai passando no interior deste partido. Quem foi lendo os meus escritos neste blog sabe que alguma animosidade que deste texto possa ressaltar em relação a António José Seguro não é novidade, falo naturalmente em termos políticos, pois do ponto de vista pessoal, nada tenho contra esta figura.
Na verdade ao longo do reinado do seu antecessor também fui manifestando sérias criticas pois era por demais evidente que aquele estilo (chamado de Socrático) levaria o PS a uma situação demasiado penosa para este partido e consequentemente para o País e a destruição da vida de centenas de milhares de Portugueses.
Ainda na era Socrática defendi que era urgente alterações ao nível da direcção a começar pelo secretário-geral que impedissem que Sócrates se tornasse o Coveiro do PS.

Como vozes de “folhas secas” não chegam ao Largo do Rato e por ali a regra de ouro (até agora) é a de que o timoneiro "escolhido" ter de levar o barco até ao fim, sem a preocupação de escolher o bom ou o mau porto, aconteceu o que sabemos com as desgraçadas consequências que sentimos, naturalmente uns mais do que outros.

Creio que os opositores de A.J.Seguro, já esgrimiram argumentos de sobra para se concluir que por bom rapazinho que seja, por muita legitimidade que tenha, não é o líder que o PS precisa para convencer os Portugueses a entregar-lhe por uma maioria significativa o poder. Claro que  a correlação de forças no interior do PS não se mede por opiniões políticas, mas muito pelos interesses instalados, António Costa tem uma tarefa difícil, sobretudo quando encontra um “adversário”  que parece capaz de tudo para impedir a mais que evidente e necessária mudança de timoneiro e naturalmente de parte considerável da tripulação.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Os abstencionistas

OS ABSTENCIONISTAS

Sem dúvida que um dos temas mais referidos nesta discussão pós eleitoral, foi o número de cidadãos eleitores que não usaram o seu direito ao voto. Se juntarmos aos referidos os votantes em branco a percentagem ultrapassa os 70%, embora saibamos que os cadernos eleitorais não estão devidamente actualizados.

Apesar do muito falado e escrito, não vi até ao momento uma referência às razões reais que levaram a um tão grande número de abstencionistas. Não vi em lado nenhum a iniciativa de perguntar aos homens e mulheres que abdicaram de exercer o seu direito ou mesmo dever cívico.
Seria fastidioso trazer para aqui o número de pessoas que nestes três últimos anos viram as suas vidas destruídas, fruto das consequências de uma política económica e social desastrosa e já não acreditam que qualquer dos partidos existentes em Portugal, lhes restitua as suas vidas. Salve-se um ou outro fenómeno localizado, mas que no seu todo não altera a realidade.

Infelizmente sei do que falo e também eu senti vontade de ficar em casa, mandando às urtigas um direito que custou tanto a obter. Talvez só por isso e por respeito aqueles que tanto deram (muitos as próprias vidas) para que hoje possamos ”escolher” os previamente escolhidos para nos representarem nas instâncias europeias.

Receio que os holofotes continuem virados para a luta pela chefia do principal partido da oposição e se continuem as esquecer os “excluídos” da sociedade e não se consiga motivar grande parte deste eleitorado a voltar às urnas.

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Só se morre uma vez .



Imaginemos que um qualquer País é assolado por uma qualquer pandemia que provoca um número avassalador de mortos atacando em primeiro plano os mais frágeis e débeis.
No primeiro e segundo ano o número de vítimas é avassalador. Disso nos iam dando conta os jornais e demais órgãos de comunicação.
 
Embora a pandemia não tenha sido controlada no 3º ano após surgir, começa a decrescer o número de mortos, apesar dos hospitais estarem apinhados de doentes, mas efectivamente há um decréscimo até porque o número de candidatos também diminuiu.
 
Desculpem a comparação mas foi o que me ocorreu ao ler esta “notícia”. Cujo link junto.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Eu tomo partido pela minha terra.

Sou apologista de que a Democracia assenta na base do funcionamento de partidos políticos. Não vale a pena referenciar o autor deste princípio por ser suficientemente conhecido há largas décadas e na verdade ainda não foi inventado um melhor sistema Democrático.
Claro que a ideia adjacente, pressupõe a existência de movimentos de cidadãos organizados nos variados campos sociais e sindicais. Não concebo a Democracia refém dos partidos e em movimentos (exclusivamente satélites dos mesmos) pois se assim fosse, deixava de o ser.
 
Mas para que os partidos cumpram a sua função é absolutamente necessário que no seu interior funcione uma ampla democracia interna, o que pelo que conheço está cada vez mais reduzida.
Apesar do momento politico que vivemos no País, é um facto que as estruturas partidárias locais estão bastante atarefadas com as próximas eleições para o poder local. Atrevo-me até a dizer que a intensidade da luta necessária para derrubar esta calamidade que dá pelo nome de governo estará a ser prejudicada pela ânsia de um lugar numa qualquer lista a um qualquer dos milhares de lugares disponíveis, pois grande parte deles são remunerados e em alturas de crise, nem que sejam só uns trocos, dão sempre jeito.
 
O que digo no parágrafo anterior não tem a pretensão de caracterizar a situação a nível nacional. Como vivo na província, mas numa terra que desde sempre foi bastante politizada, limito-me (provavelmente errando) a projectar para outros Concelhos a situação aqui vivida.
Se nos partidos do arco do poder (aqui assenta no PS e PCP) houvesse Democracia interna a escolhas das listas seria antecedida de um amplo debate interno para que fossem escolhidos os melhores e mais capazes. De facto não aconteceu. Se de um lado se pratica a velha ideia de que em equipa que ganha não se mexe, do outro apresentam-se os disponíveis e “oferecidos”, não significa de forma alguma, que não reconheça no conjunto dos candidatos, membros bastante válidos que se o voto fosse nominal não teria duvidas em votar nalguns.
 
Toda esta conversa para me questionar se não estarei a cair em contradição. Se defendo que os partidos políticos são a base da democracia, porque é que me tornei apoiante de um movimento independente? Fi-lo porque não encontro num dos dois partidos potencialmente ganhadores e onde me situo ideologicamente, listas capazes de gerir os destinos da minha terra, como ela necessita. Fi-lo porque encontro na lista independente do + Concelho, essa lista.
 
Eu tomo partido pela minha terra.