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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

E um dia calha-nos a nós.

Todos nós perante as adversidades da vida de alguém, somos capaz de lamentar e deixar umas palavras de conforto. 
Um dos dramas já vividos e nos últimos anos voltámos a viver foi e é o da emigração, uns mais velhos e outros mais novos estamos a perder parte da nossa população e consequentemente parte da força de trabalho mais ou menos qualificada. 

Quem não entende o quanto é duro, o quanto dói ver partir tanta e tanta gente que sabemos nos estar a fazer falta e cujas consequências sabemos ir pagar caro. Já escrevi sobre isso, já muito falei sobre o assunto. 
Já confortei Pais e Mães e até filhos com palavras de ocasião. Mas de facto ninguém sente uma dor da mesma forma do que o atingido. Hoje calhou-me a mim. No dia de Reis a minha princesa já está do outro lado do Atlântico, dói, dói mesmo.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Desabafos

A vida dá voltas e sem querer ao virar de uma esquina tudo nos pode acontecer. Claro que nesta sociedade cada vez menos solidária, ainda acabamos por ser criticados por virar aquela esquina sem nos certificarmos se do outro lado havia algum perigo.
Vivemos numa sociedade em que se somos enganados ainda somos acusados com uma série de epítetos do tipo: Nabo, Vacão, Passarinho e muitos outros etc…s
Se assinamos um qualquer contrato e não lemos nas entrelinhas habitualmente miudinhas, lá somos nós os culpados.
Se caímos num qualquer conto do Vigário, o palerma fomos nós. Caíste? Não caísses!
 
Se vítimas de uma qualquer vigarice, fizermos queixa na instituição respectiva, o mais provável é uns meses depois sermos chamados à presença de um agente duma força policial para dar mais alguns dados e ficar à espera e ir desesperando porque a nossa vida foi sendo destruída mercê dessa vigarice.
 
Claro que se perdermos as estribeiras e fizermos justiça com as próprias mãos resolve-se tudo rapidamente e nem sequer nos preocupamos em arranjar dinheiro para pagar a um advogado ou esperar pelo apoio judiciário.

quarta-feira, 10 de julho de 2013

"Ontem, hoje e amanhã"


Há alguns anitos que ando nestas andanças da “ bloga”. Tempos houve em que o meu despertador tocava 1 hora antes do habitual para manter vivo um blog colectivo que por razões que ainda hoje não percebi, foi perdendo pedalada e eu teimei em mantê-lo vivo.
 
Na verdade vivo um período na minha vida em que o tempo sobra, mas na verdade a força anímica falta. Não me parece que um blog deva ser um muro de lamentações, até porque cada vez mais os problemas que cada um de nós enfrenta, são tantos que a muitos falta pachorra para o dos outros. Não significa que a solidariedade e a amizade deixaram de existir, conheço até situações de através da blogosfera se desencadearem movimentos de apoio e solidariedade que ajudaram pelo menos a minorar situações gritantes.
 
Hoje (tudo o indica) vai ser um dia marcante na história da nossa democracia em que a farsa da dita em que vivemos, vai assistir a mais um episodio desprestigiante para o regime restaurado em Abril de 1974 ou seja a declaração de que mais vale manter a farsa do que devolver a palavra ao povo, razão principal da motivação do movimento dos capitães.
 
Mas se podemos e devemos condenar os farsantes que detém actualmente os órgãos do poder, também é tempo de quem está na oposição (institucionalmente falando) olhar para a sua consciência colectiva e nos dizerem se fizeram tudo o que estava ao seu alcance para evitar a situação actual. Sim porque se queremos ser sérios temos que ir atrás (e 2 anos não chegam).
 
Se já não podemos fazer nada para alterar o passado e o presente imediato, podemos fazer (e muito) para alterar o futuro. Analisar as fórmulas e os procedimentos do passado e tirar as devidas ilações sob pena de que o clamor que por aí anda, de que os políticos no geral são os culpados de tudo, comece a ter alguma razão de ser.
 
Eu sou dos que pensa que o melhor sistema continua a ser a Democracia sustentada na existência de Partidos Políticos, movimentos e organizações sindicais e um vasto número de movimentos cívicos, sociais e de cidadania. Mas também sou dos que teme que alguns dos citados, estejam infestados de oportunistas em que a situação actual lhes traga benefícios e se orientem pelo critério do “quanto pior melhor”
 

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Porra! Devolvam-me a minha vida!


Depois de mais de 3 meses, em que só saio de casa para o estritamente necessário e obrigatório, hoje fui beber um café à beira mar.

Na verdade um amigo que assumiu a gestão de um restaurante mesmo em cima da Rocha da Praia do Pedrogão quis oferecer um almoço aos amigos de outros almoços e para tal me convidou. O problema é que tinha um compromisso demasiado cedo para aceitar, compromisso que foi desmarcado à última hora o que ainda permitiu ir beber um café com aquele grupo. Na verdade estava a cerca de 10 Km.

Senti o cheiro a iodo, olhei para o horizonte. Dali vê-se a Figueira da Foz e a Praia de Vieira e imagina-se o que está por trás.
 
Apeteceu-me gritar a plenos pulmões: Porra! Devolvam-me a minha vida!



Um post dedicado a alguem muito especial à laia de pedido de desculpas, mas sincero.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

(Quando já não tiveres nada a perder, o que é que estás disposto a fazer?).

Um dos meus blogueiros de eleição, CBO manteve durante uns tempos no subtítulo do seu blog, uma frase que me bate todos os dias em cima: (Quando já não tiveres nada a perder, o que é que estás disposto a fazer?).
Envergonhadamente assumo, que já cheguei a esse ponto e caminho rapidamente para a indigência. Durante a minha vida nunca deixei de estar presente nas lutas que me pareciam justas e muito menos fui um cidadão amorfo, mas a vida tem destas coisas.
 
Sem que isso me dê qualquer tranquilidade de consciência, sei que somos muitos e com tendência a aumentar, muito rapidamente com um retorno muito improvável. Não, não sou dos que gastei mais do que podia.
 
Embora limitado ou mesmo quase impossibilitado de me movimentar por razões financeiras, não vou ficar a definhar à espera de que um “Santo” qualquer venha em meu socorro, vou continuar a lutar para que este bando que tomou conta do nosso País e o destruiu em três tempos e não satisfeitos preparam-se para lhe dar a machadada final, seja corrido, pois em cada dia que passa a situação piora.
 
No entanto assistimos a uma série de acções programadas para os próximos dias. No fundo as questões fundamentais e os objectivos são os mesmos. Porque não se juntam. Porque é que os dirigentes e promotores não conciliam as diversas acções programadas?
 
Sei que há uma certa necessidade de protagonismo e de auto afirmação, mas será que a unidade na acção que traga resultados concretos, não seja mais importante que alguns “vedetismos, balofos”?

sábado, 6 de outubro de 2012

Artigo 21.º Constituição da republica Portuguesa


Artigo 21.º Constituição  da republica Portuguesa
Todos têm o direito de resistir a qualquer ordem que ofenda os seus direitos, liberdades e garantias e de repelir pela força qualquer agressão, quando não seja possível recorrer à autoridade pública

terça-feira, 24 de julho de 2012

"Vou andando por aí".


Alguns amigos têm-me feito sentir que ando um bocado calado e que provavelmente algo não está bem comigo.

Verdade. Apesar de me continuar a “crescer uma raiva nos dentes” a forma de a manifestar não tem sido por aqui, ou pouco. Não deixei de sonhar e de perseguir a utopia. Sei que mais tarde ou mais cedo esta cambada que se “está lixando” para o nosso povo será corrida a ponta pé, basta que para isso exista uma alternativa credível e mobilizadora. Mas para que isso seja possível é necessário que quem tem responsabilidades (até históricas) demonstre essa vontade. Que a liderança seja isso, isso mesmo. As lideranças só funcionam com aliados e os lideres só serão isso mesmo se demonstrarem que o são, não se fabricam, não se nomeiam quanto muito são eleitos, eleitos mesmo. A eleição seja em que patamar for, não pode ser uma farsa e muito menos uma sucessão dinástica.

Sim, penso que uma das grandes razões que faz com que os Portugueses estejam (talvez como nunca) apáticos e a afastar-se das tradicionais formas de luta é esta. Portugal sofre de um grave problema de falta de liderança, que motive, que aponte caminhos que faça acreditar que é possível evitar o desastre. Não falta quem nos “púlpitos” erguidos há muito e nos que se vão erguendo diga coisas certas (em geral para consumo interno) mas não chega.

Alguma ausência em termos de comentários e até de opiniões expressas não se deve a nada de especial. Alguma falta de tempo e o ter de enfrentar alguns problemas de ordem profissional (a crise atinge quase todos, apenas a uns mais depressa do que outros) retiram-me alguma motivação. Mas vou andando por aí, ai vou, vou.