quarta-feira, 30 de maio de 2012

Vitorino moda revolta 1

Como isto de inspiração e tempo anda fracote, vou-vos dando musica, com conteúdo (penso eu)
Música e letra: Vitorino
piano e arranjo musical: Sérgio Costa

terça-feira, 29 de maio de 2012

Nova Feira da Ladra


Letra de Ary dos Santos. Originalmente cantado por Carlos do Carmo, com musica de Frederico de Brito.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Assassínio Premeditado


Embora me pareça que micros, pequenos e médios empresários não andem muito pela blogosfera, parece-me que este é um assunto pertinente.

Gosto pouco de pessoalizar, mas na verdade depois de descontar para a S.Social, 45 anos 24 dos quais por conta de outrem, se a situação económica continuar a degradar-se à velocidade do ultimo ano, sou um sério candidato a ser mais um pequeno empresário a falir e naturalmente com a actual lei, não terei direito à reforma e muito menos a subsidio de desemprego, situação em que estão neste momento dezenas de milhares de pequenos empresários, especialmente aqueles que ao longo da vida não conseguiram amealhar o suficiente para uma velhice com o mínimo de dignidade.

Mas se os meus caros pensam que esta noticia me agrada alguma coisa, enganam-se. Antes pelo contrário. Não passa da confirmação de que para as bandas do actual governo é ponto assente de que as falências vão continuar com todas as consequências que conhecemos. Medidas para evitar este verdadeiro “assassínio premeditado” é que eram necessárias e aí o que vamos vendo não passa de  pura retórica.
Que País é este, que "gente" é esta que o “governa”?

sexta-feira, 25 de maio de 2012

José Mário Branco 70 anos

Para quem nunca deu grande importância aos seu próprios aniversários e passou muitos, quase sem dar conta, não fosse um ou outro telefonema de um familiar ou amigo, hoje graças às novas tecnologias começa a ser difícil a gente esquecer-se (ou fazer-se esquecido) do aniversário dos mais próximos e daqueles que não sendo próximos em termos sanguíneos ou de intimidade acabam por nos ser muito queridos.
De facto acho que assisti a 2 ou 3 espectáculos ao vivo com o José Mário Branco, o mais próximo que dele estive foi da plateia para o palco.
No entanto o J.M.B faz parte dum leque de cantores que marcou a minha vida e a forma de nela estar.
Muito se poderia escrever sobre este cantaautor, maestro, compositor, orquestrador encenador e mais uma série de coisas que não faço intenção de para aqui trazer, porque outros mais conhecedores e entendidos certamente o farão.
No entanto não poderia deixar de prestar aqui a minha homenagem ao José Mário e agradecer-lhe o facto de um dia me ter feito perceber que a “Cantiga é uma Arma”



Nota:
José Mário Branco compôs para a peça "A Mãe" de Bertolt Brecht  pelo grupo de teatro A Comuna e gravou um disco com o nome da peça, i em 1978. Esta é uma das canções que como todas tem música do Zé Mário e as letras também baseadas nos textos de Brecht.

As canseiras desta vida

As canseiras desta vida
tanta mãe envelhecida
a escovar
a escovar
a jaqueta carcomida
fica um farrapo a brilhar

Cozinheira que se esmera
faz a sopa de miséria
a contar
a contar
os tostões da minha féria
e a panela a protestar

Dás as voltas ao suor
fim do mês é dia 30
e a sexta é depois da quinta
sempre de mal a pior

E cada um se lamenta
que isto assim não pode ser
que esta vida não se aguenta

-o que é que se há-de fazer?

Corta a carne, corta o peixe
não há pão que o preço deixe
a poupar
a poupar
a notinha que se queixa
tão difícil de ganhar

Anda a mãe do passarinho
a acartar o pão pró ninho
a cansar
a cansar
com a lama do caminho
só se sabe lamentar

É mentira, é verdade
vai o tempo, vem a idade
a esticar
a esticar
a ilusão de liberdade
pra morrer sem acordar

É na morte ou é na vida
que está a chave escondida
do portão
do portão
deste beco sem saída
qual será a solução?

Obrigado José Mário Branco por tudo o que nos deste e que assim continueis por muito, muito tempo!