Passaram 2 anos e alguns meses. Numa noite bastante triste
dirigi a palavra a António Costa pela primeira vez. Estávamos no velório de
Osvaldo Castro. Pedi ao Dr. Álvaro Pereira, presidente da Camara da Marinha
Grande que me apresentasse o seu colega de Lisboa. Foi pouco o que lhe disse e
a resposta viria uns tempos depois. Fui certamente dos inúmeros Portugueses com
alguma simpatia pelo PS que deu um pequeno empurrão para que Costa viesse a
assumir a liderança do seu partido.
Na véspera do 40º aniversário de um dia que dividiu dramaticamente
os Portugueses Um secretário-geral do PS é indigitado (ou indicado) Primeiro-ministro.
Nestes 40 anos, isso aconteceu diversas vezes, mas nunca com um apoio claro e inequívoco
duma maioria parlamentar de esquerda.
Não sou dos que pensa que está tudo resolvido. Este País foi
demasiado maltratado nestes últimos 4 anos. As mazelas vão demorar o seu tempo
a tratar. Muito do que se perdeu é irrecuperável, mas sou dos que pensa que
contra ventos e marés, um bom timoneiro é a condição principal para chegar a
bom porto. Eu acredito!


