domingo, 8 de julho de 2012

Neste Domingo não há politica neste blogue.

Depois disto, o Eça não se venha queixar que está a ser pressionado ou que lhe colocaram pormenores da vida íntima na internet.

Surripiado ao Óscar Branco

sábado, 7 de julho de 2012

"A Festa Foi Bonita".


Mais uma bela canção do trovador, representante de uma geração inconformada

A festa foi bonita pá mas tu agora
voltas ao mesmo sítio onde estiveste
  voltas à mesma rua à mesma casa
  voltas ao mesmo copo que bebeste

E o mundo que sonhaste foi andando
  o sonho de justiça e a fantasia
  que ardemos toda a noite em fogo brando
  terá que se enfrentar com o dia a dia

Mas há uma coisa enorme que ficou:
  (e é nela que teces o amanhã
  que deste frente a frente resultou)
  a vontade de viver outra verdade
  a vontade de acordar noutra manhã

A festa foi bonita pá mas tu agora
  voltas ao mesmo leito onde dormiste
  e apesar do sabor que nos deixamos
  o termos que partir é sempre triste

O mundo que sonhamos está tão longe
  mas tudo o que esta noite se viveu
  garante que afinal pode ser hoje
  o mundo que se sonha e se esqueceu

Mas há uma coisa enorme que ficou:
  (e é nela que teces o amanhã
  que deste frente a frente resultou)
  a vontade de viver outra verdade
a vontade de acordar noutra manhã

"Uma epidemia de idiotas úteis"



Em 2011 foi votado no Parlamento um coiso (chamava-se PEC 4) com voto a favor do PS e contra do PSD, CDS, BE e PCP. Por causa desses votos, aconteceu o que era sabido por todos antes de votarem: caiu o Governo, houve eleições, ganhou o PSD e fez-se um Governo PSD/CDS. O meu ponto é: ao PSD e ao CDS aconteceu o que lhes interessava quando votaram; já o BE e o PCP tiveram o que não queriam, apesar de saberem antes que teriam o que tiveram se votassem como votaram. Os do PSD e do CDS fizeram o que queriam. Os do BE e do PCP foram idiotas úteis. Adiante. Um ministro das Finanças que faz um decreto de um coiso (cortes de subsídios, mas o que interessa é que era só para funcionários) que foi chumbado como anticonstitucional, pode ser um ministro incapaz porque não previu o chumbo. Pode, talvez. Porque podia também estar à espera de que alguém da oposição metesse o coiso no Tribunal Constitucional, fosse chumbado e, à pala do chumbo, o coiso passasse a aplicar-se aos funcionários e aos privados, o que seria para o ministro ganhar a taluda. Nesse caso, o ministro seria brilhante. Talvez, repito. Já os da oposição (alguns do PS e do BE) que, de facto, levaram o coiso à inconstitucionalidade e, como era de esperar nessa hipótese, ao alargamento (que eles não queriam) do coiso a todos os portugueses, esses, foram - sem talvez! - idiotas úteis. Temo que tenhamos aqui um padrão: demasiados idiotas úteis na política portuguesa.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ary dos Santos. Retrato do poeta

Uma boa sugestão é sempre bem aceite. Obrigado caro "Quase anónimo"
in AMÁLIA/VINICIUS
Faixa 16 - Retrato do Poeta - José Carlos Ary dos Santos

Gravado num serão em casa de Amália Rodrigues em 1968, onde estavam Vinicius de Moraes, Ary dos Santos, Natália Correia e David Mourão-Ferreira.