Numa altura em que se discute e se opina sobre a importância
das diversas plataformas de discussão e difusão de opiniões, nada como umas boas
conversas sobre a realidade com amigos daqueles que se mantêm como tal, independentemente
dos caminhos que cada um tomou ao longo da vida.
Tenho a sorte de no mundo real e mais tarde no virtual ir mandando
uns bitaites sobre o que penso. Ressalvo sempre que nem sempre penso certo. Mas
penso.
Vivemos uma fase da nossa vida colectiva em que as coisas
não atam nem desatam (aliás cada vez estão é mais desatadas) e a cada um de nós,
resta deixar para os outros a resolução, ou fazermos parte dela. Percebo
perfeitamente todos os que acham “que não vale a pena” que são todos iguais”, “que
todos querem é tacho” e mais um conjunto de desculpas (digo eu) para deixarmos para
os outros a decisão daquilo "que a todos nós diz respeito".
Andante por estes caminhos (da bloga e do face) e no último
ano com tempo de sobra, lá vou lendo (sem subestimar outros meios) por aqui e
ali opiniões, sugestões provenientes de franco-atiradores (como é o meu caso)
mas também de repetidores de opiniões e orientações como são cada vez
mais.
Embora sendo um modesto franco – atirador nestas andanças
que já têm algum tempo e não querendo copiar qualquer estilo, fico quieto e
calado quando a motivação não surge limitado a ler e mandar uma boca aqui e ali
quando acho oportuno. Sempre foi assim e assim será.
Manter um blog, uma página de uma qualquer rede social, a participação
“por empreitada” em posts de outrem para difundir (mesmo que sub-repticiamente)
conceitos programáticos encobertos com links que nos dirigem para páginas de alguém
que diga (ou tenha dito) coisas que não nos atrevamos a dizer não faz o meu
estilo. Naturalmente que recorrer a quem sabe dizer melhor que nós, para mim
não é “pecado” e quantas vezes a isso, recorro.
Vivemos num País que chegou a uma situação que a muitos de
nós Já conduziu a uma situação muito complicada e sem retorno. Mas isso faz com
que nos mobilizemos no apoio de soluções que rapidamente conduzam à saída do pântano
(e desta vez a sério) a que nos deixámos conduzir (sim deixámos). Como disse no
meu post anterior: se “já não formos os beneficiários, pensemos nas gerações
que nos precedem.”.
Utilizar estes meios para esgrimir contra “os moinhos de
vento do passado que nos atormenta ”pode ir aliviando algumas consciências” mas
não resolve, mesmo nada.