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terça-feira, 21 de julho de 2015

E vão 40 anos.

Neste dia de há 40 anos atrás o nosso País estava a ferro e fogo. Ao serviço do meu partido de então, percorria com outros companheiros parte do centro do País defendendo a então jovem democracia. Os assaltos aos centros de trabalho e outras acções contra revolucionárias estavam no auge e nós íamos respondendo chamados pelos foguetes do “Tóino Ganiço”

Numa dessas noites cheguei já de madrugada a casa com intenção de dormir duas ou três horas, pois o trabalho na fábrica não esperava. A Mãe já estava com contracções e claro que o caminho era a clinica da Marinha Grande dirigida pelo (incompreensivelmente tão esquecido) Dr. Coelho dos Santos (curiosamente o médico que assistiu ao meu nascimento, chamado de urgência, pois a parteira não dava conta do recado). Desta vez o Dr. Coelho não se atreveu a fazer mais do que sugerir a ida para o Hospital de Leiria, pois devia vir a caminho um(a) jogador(a) de futebol, porque teimava em sair de pés para a frente.
Já no hospital um telefonema (via Osvaldo Castro) ao Dr. Lourinho e acabou tudo por correr bem. Nesse tempo só sabíamos o sexo após o parto e lá saiu uma fêmea. Não foi nada difícil escolher o nome e lá lhe pusemos o nome de Catarina em homenagem à heroína alentejana assassinada barbaramente pelo regime fascista.

Recordar 40 anos para quem tem a memoria a funcionar, daria para escrever muito mais do que um post. Mas recordo a capacidade de lutar por objectivos, mesmo quando tudo corre mal. Recordo que em face das fracas condições financeiras, trabalhar de dia e estudar de noite foi a solução e assim o 11º e 12º ano foram feitos em período pós laboral. Mais tarde também a licenciatura em psicologia foi feita do mesmo modo. Mesmo quando há dois anos e picos fomos atirados para uma situação muito complicada o mestrado foi feito até ao fim (faltou a tese) e durante um ano lectivo com sérias dificuldades o estágio no tribunal de Oliveira do Bairro, foi concluído.

Fico por aqui. Se por acaso leres isto, aqui ficam as minhas desculpas.
Amo-te Catarina. Sou um Pai orgulhoso.

Um Beijinho. Parabéns!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Post Largo das Calhandreiras 21 Setembro 2009

Quarta-feira, 23 de Setembro de 2009

Legislativas

A poucos dias das eleições legislativas, apetece-me escrever qualquer coisa sobre esse importante acontecimento, crucial em qualquer regime democrático.

Numa altura em que em tudo o que é media praticamente não se fala noutro assunto, que não os relacionados com o acto e os variados “casos” da campanha, sinto que cá por fora, não existe essa correspondência. Basta olhar aqui para o nosso largo onde este assunto é quase ignorado.

Já algumas vezes escrevi aqui e ali sobre a importância da representatividade dos nossos eleitos. Sabemos que nas últimas eleições, (Parlamento Europeu) menos de metade dos eleitores votou, o que quanto a mim reduz a legitimidade dos deputados eleitos.

Continuo a pensar que a abstenção não é apenas originada pela caloíce dos eleitores, mas sobretudo pela capacidade de mobilização que o conjunto dos partidos que se candidata ao não apresentar propostas suficientemente mobilizadoras para levar a ressuscitada “maioria silenciosa” às assembleias de voto.

Se eu estivesse à espera desta campanha eleitoral para me esclarecer e definir o meu sentido de voto, também seria um dos que ficava em casa no próximo Domingo, porque apesar dos meios e valores à disposição dos aparelhos partidários, sinto uma tristeza enorme pela má utilização feita dos mesmos. Posso estar enganado, mas parece-me que esta campanha eleitoral em vez de esclarecer, baralha ainda mais.

Sabemos que grande parte dos nossos concidadãos vive em grande incerteza. A nossa sociedade vive momentos de angústia. Mais do que nunca era necessário que aparecesse a tal luz ao fundo do túnel. Sinceramente eu não a vejo. No entanto se não tiver os tais sintomas de gripe (e seguir as instruções da SMS da DGS) vou sair de casa e vou votar e apesar de tudo ainda não é desta que altero o meu sentido de voto de há mais de 20 anos, confessando tristemente que não é com um entusiasmo por aí além.
Calhandrado por folha seca às Quarta-feira, Setembro 23, 2009 0 bitaites

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Post Largo das Calhandreiras 18 Setembro 2009

Coisas da vida real

Lombas na Amieira substituídas por semáforos de velocidade

Acabo de ler esta notícia no diário de Leiria, não deixando de estar de acordo, até que só por um triz não fui uma das vítimas de um acidente, naquele local.

Sob pena de dizer alguma enormidade, parece-me que a existência de este tipo de lombas, a que anedoticamente alguns chamam “policias deitados” é uma aberração que pegou moda não só por cá mas diria quase a nível Nacional. Não sei qual a diferença de custo entre aqueles empedrados e alcatroados barrigudos e a instalação de semáforos de velocidade, tendo em conta que hoje é perfeitamente possível pô-los a funcionar através da energia solar, parecendo-me que o maior custo seria a sua alimentação através de energia tradicional, especialmente a sua instalação. Desconheço se é possível através, de energias alternativas, torna-los 100% autónomos.

Já que a pressão popular neste caso funcionou e o actual executivo teve que ceder porque não levar a mesma solução a outros lugares começando por aquela enormidade na Av. Vítor Galo?

No entanto parece-me que a existência do semáforo só por si não resolve tudo se o civismo dos condutores não subir de nível. Por razões profissionais e pessoais, circulo com alguma regularidade pela estrada Garcia Pilado, onde estão instalados diversos desses equipamentos e não raro me acontece ao circular à velocidade legal, para manter o verde aceso, ser ultrapassado, passando o transgressor com o vermelho aceso, obrigando-me a mim a parar, quando circulo dentro dos limites. Não sou apologista de que se meta um agente de autoridade em cada semáforo, mas creio ser possível equipar alguns com um registo fotográfico para que o seu papel se torne efectivamente eficaz.

Os semáforos só por si não evitam os acidentes se não houver civismo e naturalmente alguma fiscalização e repressão aos infractores.
Calhandrado por folha seca às Sexta-feira, Setembro 18, 2009 0 bitaites
Quinta

sábado, 12 de setembro de 2009

Post Largo das calhandreiras 12 Setembro 2009

Mudando de assunto
Correndo o risco de entrar em campos, pouco habituais neste fórum, atrevo-me a trazer para aqui um tema que considero oportuno e duma forma enviesada (embora a ele não me vá referir)tenha a ver com as questões tratadas sobre a industria vidreira e a sua decadência.

Recordo o tempo em que quando me dirigia a uma drogaria ou loja de ferragens para comprar um parafuso ou chave de fendas, ser posto perante a pergunta, quer Nacional ou importado? Em geral preferia logo o importado. Comprar o importado era sinónimo de estar a comprar o melhor, pois como muitos de nós interiozei que comprar o vindo de fora era sempre melhor, independente do preço.

Esta realidade levou muitos pequenos e médios fabricantes a perceber que só com um grande esforço, na melhoria da qualidade dos produtos que produzia, se poderia quebrar esta tendência absurda de os Portugueses preferirem o “importado” ao Nacional independentemente da sua origem. Lembro ainda que, quando jovem e queria comprar umas calças de ganga parecidas com as usadas pelos meus heróis dos filmes de cow boys tinha que escrever para um determinado endereço, que secretamente me foi fornecido, dando a altura e largura da cintura aos pés e meter o valor respectivo em notas, claro, no sobrescrito e lá recebia as tais calças que depois de umas banhocas com elas vestidas e uma sarrafadas com areia na praia das Pedras Negras, lá ficavam parecidas com as vestidas pelos meus heróis dos filmes do teatro Stephens e nas televisões do Zé Folia; Quim Matos, ou sede da Ordem, porque a oferta em termos de media, era nessa altura muito escassa.

Toda esta conversa porque sinto que a nossa"necessidade" de comprar muito e barato nos leva a cair permanentemente em barretes, o que me tem acontecido com alguma frequência, sendo a vergonha tanta que nem me atrevo a reclamar. Ele é o restaurante que anuncia o prato do dia a 4.5€ e ou fico cheio de fome ou vou a correr para a casa de banho mais próxima com uma diarreia inesperada e sem “justificação”. Ele é o candeeiro que vem sem lâmpada e entre o apertar e desapertar o parafuso, a rosca foi-se e a solução passa por a segurar com um arame. Ele é o conjunto de chaves de luneta compradas a um preço espectacular, mas que depois de uns tempos a enfeitar a prateleira de ferramentas lá da garagem, que mostro com orgulho às visitas, mas quando é usada pela primeira vez, me deixa com metade na mão e a outra na porca que não cheguei a desapertar. Ele é as febras, mais as costeletas e lentriscas anunciadas num folheto promocional que comprei para um churrasco com os amigos e sem perceber bem esses convidados nunca mais aceitaram os meus convites. Ele é o detergente de marca branca e a metade do preço que enfiei na máquina de lavar e a roupa saiu esquisita e a carecer de nova lavagem e lá foram os 50% poupados. Enfim só falo naquilo que a mim me aconteceu e recentemente, porque quando sou enganado (e já o fui tantas vezes)faço um esforço para esquecer (para não me sentir o vacão da história do Relaxoterapeuta).

Passando à nossa realidade. É conhecido o esforço que muitas das nossas empresas, fizeram para modernizar,inovar e criar produtos de qualidade comparáveis ao que de melhor se fazia lá fora. Sabendo até que em diversos sectores ultrapassámos esse patamar.

Outra questão prende-se com o comportamento das nossas autoridades no que respeita à fiscalização. Se montamos uma qualquer actividade num “vão de escada” sem licenciamento e sem inscrição nas entidades oficias respectivas, safamos-nos vendendo sem facturar (acho que a expressão usada, é “ao negro”) e aí ninguém nos chateia. Se fizermos tudo como manda a lei, é uma carga de trabalhos. São finanças; é o ministério do trabalho e do ambinte mais o da economia; é a delegação de saúde; é a protecção civil e os bombeiros, para não citar a famigerada ASAE, que vem verificar se não faltam uns azulejos nos WC do pessoal e se existem autocolantes suficientes a proibir fumar; a proibir comer; a proibir beber e mais uma porrada de coisas que seria fastidioso enumerar. Ou seja neste País o problema é ter uma morada fiscal. “Se não a tiver,safamos-nos”.

Sobre questões alimentares deixo aqui uma nota: Sabemos que as empresas que produzem alimentos e têm a sua actividade em território nacional, desde a padaria ao produtor de carnes, passando pelo produtor de frutas, são fiscalizados e reprimidos ferozmente (esta expressão é apenas coincidência, com a outra do animal feroz) no entanto se dermos uma volta pelos hiper; super, minis mercados e até algumas mercearias, verificamos a existência de uma panóplia de produtos alimentares à venda de origens tão diversas e se perguntamos quem fiscaliza a sua salubridade e condição alimentar, dificilmente encontramos alguém que nos dê uma resposta concreta. Entretanto, vimos ouvimos e lemos, noticias sobre o fecho compulsivo de umas centenas de padarias; pastelarias; talhos e peixarias; unidades produtoras de alimentos dos vários ramos e até fábricas de rações para animais,como aconteceu recentemente na nossa região.

Perante o que disse, perguntar me-ão? Estou contra que as normas de higiene e segurança alimentar sejam rigorosamente aplicadas? Claro que não! O que sou contra é que só os alimentos produzidos em Portugal sejam rigorosamente fiscalizados. E os outros? Das proveniências mais diversas e por vezes suspeitas? Quem fiscaliza?

Entretanto lá vamos enchendo os carrinhos de compras, com produtos baratos que nos enfiam através de promoções cupões e outras coisas acabadas em ões e vamos assistindo ao cada vez maior número de desempregados, até que um dia quando menos o esperamos a mesma sorte nos bate à porta, mas se tivermos sorte, talvez consigamos arranjar um empregozito(das centenas prometidos) no novo empreendimento comercial a construir nos terrenos do campo da Portela, ou então um subsidiozito do fundo de desemprego, que complementaremos com umas horitas extras, numa qualquer actividade exercida por aí num "vão de escada".
Calhandrado por folha seca às Sábado, Setembro 12, 2009 0 bitaites
S

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Post Largo das Calhandreiras 08 Setembro 2009

Democracia Participativa

A propósito do post da comissão de moradores onde anuncia o falecimento “prematuro” da SEGUNDA VAGA por inacção (ou falta de alimentação) apetece-me recordar aqui que um dos bens mais preciosos que a revolução de Abril nos trouxe, foi a possibilidade de participar na construção e aprofundamento da democracia.

É com alguma nostalgia que não posso deixar de comparar os períodos eleitorais que vivemos com os de outros tempos, em que à volta das sedes dos partidos políticos se via um fervilhar de gente ansiosa por dar a sua opinião sobre os candidatos a escolher e os programas a apresentar com base nos inúmeros problemas que havia a resolver.

De facto, hoje tornamo-nos (em grande parte) excelentes “treinadores de bancada” todos temos opinião sobre este ou aquele tema, especialmente sobre aquilo que nos interessa ver resolvido. Tornamo-nos indiferentes ao que ao colectivo diz respeito, somos capazes de fazer um chinfrim dos diabos se os 20 metros da nossa rua têm outros tantos buracos e quando nos brindam com um asfalto novo logo esquecemos que no lugar ao lado continua a haver buracos por tapar, desde que por lá não tenhamos que passar e dar cabo dos amortecedores.

Nas questões Nacionais o panorama não é muito diferente. Se o nossa profissão corre o risco de ficar com alguns privilégios ou direitos adquiridos a menos, logo somos capazes de nos mobilizar e mesmo que nunca na vida tenhamos ido a uma manifestação, até nos deslocamos a centenas de quilómetros para fazer couro e conseguir manter inalterado o nosso estatuto “conseguido com tanto sacrifício” e logo nos esquecemos daqueles que já não defendem os seus interesses profissionais, porque já nem profissão têm.

Enquanto vivemos a olhar para o umbigo, floresce por aí um conjunto de “políticos” cujo único objectivo é fazer carreira (excepções à parte) que apenas têm que dar conta aos chefes e manterem-se nas boas graças dos mesmos, para que “o tacho” com tanto “sacrifício” conquistado não se perca, porque não há que dar contas a mais ninguém.

Calhandrado por folha seca às Terça-feira, Setembro 08, 2009 4 bitaites